- Tribunal de Moscou declarou a Pussy Riot como “organização extremista”, abrindo caminho para processar apoiadores e restringir atividades; decisão tem efeito imediato e há apelação anunciada.
- Nadya Tolokonnikova afirmou que o veredito busca apagar a existência do grupo na memória dos russos, em publicação recente.
- A medida pode tornar crime qualquer apoio ou menção ao grupo na Rússia, o que, na prática, pode banir as atividades da Pussy Riot no país.
- O governo russo já havia rotulado alguns artistas como “agentes estrangeiros”; esse passo de extremismo aparece como avanço desse tipo de controle.
- Membros fundadores ficaram conhecidos pelo Punk Prayer, em 2012; após a invasão da Ucrânia, integrantes vivem no exílio; em setembro de 2025, cinco membros foram condenados a oito a treze anos em prisão, in absentia.
Um tribunal de Moscou declarou a Pussy Riot como uma organização extremista, com efeito imediato, abrindo caminho para processar apoiadores e restringir atividades no território russo. A decisão é passível de recurso e foi tomada em audiência fechada.
A Pussy Riot ficou conhecida internacionalmente em 2012 por meio da performance Punk Prayer, que provocou reação do governo russo. Membros como Nadya Tolokonnikova e Masha Alekhina chegaram a cumprir pena de prisão, e, após a invasão da Ucrânia, passaram a viver no exílio, reportam veículos internacionais.
Tolokonnikova afirmou, por meio de uma publicação em rede social, que o veredito busca apagar a existência do grupo na memória dos cidadãos russos. O texto também indica que até manter uma canção ou um like pode virar crime sob a nova classificação, segundo a jornalista de The Insider, que pesquisa dados sobre o caso.
O advogado da banda, Leonid Solovyov, informou à Tass que a decisão tem efeito imediato e que a equipe já planeja recurso. A análise ocorre após a Rússia intensificar o uso de medidas legais para restringir a expressão pública de artistas vinculados a temas políticos.
Historicamente, a atribuição de agentes estrangeiros já era usada como etapa para caracterizar organizações como extremistas. O caso atual eleva o risco de criminalização de menções ou divulgações sobre o grupo dentro do país, segundo especialistas. Em setembro de 2025, uma corte em Moscou condenou cinco integrantes da Pussy Riot, na inédita decisão proferida à revelia, a penas de oito a 13 anos por disseminação de informações falsas sobre as Forças Armadas.
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