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Ucrânia recua na entrada na OTAN antes de negociações de paz

Ucrânia abandona a adesão à Otan em troca de garantias de segurança juridicamente vinculativas; negociações em Berlim discutem cessar-fogo e apoio ocidental

© Reuters/Thomas Peter/Proibida reprodução
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  • Zelensky anunciou renúncia à adesão à Otan em troca de garantias de segurança ocidentais juridicamente vinculativas, visando pôr fim à guerra com a Rússia.
  • Reuniões em Berlim envolveram enviados dos Estados Unidos e da Europa, incluindo Steve Witkoff e Jared Kushner, com foco em um plano de 20 pontos para um cessar-fogo.
  • A Ucrânia mantinha a aspiração de ingressar na Otan como salvaguarda contra ataques russos, incluindo esse objetivo na Constituição; agora busca garantias de segurança mútua.
  • A Rússia, por sua vez, exige que a Ucrânia renuncie formalmente à Otan e retire tropas de áreas sob controle ucraniano, além de defender neutralidade do país.
  • O conflito permanece com impactos humanitários e energéticos na Ucrânia; há debate entre aliados sobre apoio financeiro e medidas para terminar o confronto, com cúpula na Alemanha e possíveis acordos de cessar-fogo.

Zelensky anunciou que a Ucrânia renuncia à adesão à Otan em troca de garantias de segurança juridicamente vinculativas, para encerrar a guerra com a Rússia. A declaração ocorreu antes de reuniões com enviados dos EUA em Berlim. A mudança de posição marca um desvio significativo na estratégia de defesa ucraniana.

Segundo o presidente, as garantias de segurança dos EUA, de europeus e de parceiros como Canadá e Japão devem ter caráter vinculante, em vez da adesão à Otan. Ele ressaltou que o objetivo é evitar outra invasão russa por meio de compromissos formais entre as partes.

Reuniões em Berlim contaram com a participação de representantes dos EUA e da União Europeia. Entre os nomes mencionados estavam Steve Witkoff, ligado aos EUA, e Jared Kushner, ligado aos interlocutores próximos ao governo americano. Os encontros discutiram um plano de 20 pontos para cessar-fogo.

O plano, segundo Zelensky, prevê etapas para reduzir a violência e manter o apoio ocidental a Kiev. A estratégia envolve manter alinhamento com Washington e com parceiros europeus, sem negociações diretas com a Rússia no momento.

A Rússia, liderada por Vladimir Putin, já exigiu anteriormente que a Ucrânia abandone a meta de ingressar na Otan e retire tropas de áreas sob controle de Kiev no Donbas. Moscou também pediu neutralidade e afirmou que não permitiria tropas da aliança no território ucraniano.

Autoridades ocidentais ressaltam que a decisão de Zelensky cria um marco para as negociações, com cepticismo de parte dos aliados sobre avanços práticos. O tema de segurança coletiva volta a ganhar importância nas conversas entre Berlim e parceiros europeus.

O chanceler alemão, Friedrich Merz, recebeu Zelensky e outros líderes para uma cúpula em Berlim na segunda-feira. A cúpula ocorre em um momento crítico, com apoio internacional renovado e pressões para financiar o esforço de guerra de Kiev.

Pouco antes, o Kremlin comentou o andamento das negociações, destacando que a posição de blocos ocidentais não substitui o diálogo com a Ucrânia. Entidades russas enfatizaram a necessidade de garantias de não expansão da Otan para o leste como condição básica.

Paralelamente, Zelensky informou que centenas de milhares de pessoas ainda enfrentavam cortes de energia, aquecimento e água devido aos ataques russos. O conflito permanece sem resolução definitiva, com impactos humanitários e estratégicos na região.

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