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Camboja acusa Tailândia de bombardear província que abriga templos históricos

Camboja acusa Tailândia de bombardear Siem Reap pela primeira vez desde o reinício dos confrontos; 12 civis mortos (Camboja) e 16 (Tailândia)

A tensão sobe na fronteira entre Tailândia e Camboja – Foto: AFP
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  • O governo do Camboja afirmou que a Tailândia bombardeara a província de Siem Reap, pela primeira vez desde o reinício dos confrontos em 7 de dezembro.
  • Segundo o Camboja, o Exército tailandês usou um caça F‑16 para lançar duas bombas perto de um campo de civis deslocados, no distrito de Srei Snam, a quase setenta quilômetros da fronteira.
  • A Tailândia confirmou combates nas áreas de fronteira, mas não mencionou Siem Reap.
  • Autoridades cambojanas dizem que doze civis morreram desde o início dos confrontos; a prática envolve o distrito de Srei Snam, onde houve fuga de alunos após ataques perto de uma escola.
  • O balanço divulgado pela Tailândia aponta dezesseis mortos, entre quinze soldados e um civil; o conflito já obrigou oitocentos mil pessoas a fugir, com mediadores internacionais tentando cessar-fogo desde outubro, quando a Tailândia suspendeu acordo anterior.

O Camboja acusou a Tailândia de bombardear a província de Siem Reap, cidade-sede dos templos de Angkor, pela primeira vez desde o reinício dos confrontos na fronteira em 7 de dezembro. O ataque envolve uso de caça F-16 para lançar duas bombas perto de um campo de civis deslocados no distrito de Srei Snam, segundo o Ministério da Defesa cambojano.

A Tailândia confirmou confrontos nas áreas de fronteira, mas não reconheceu ataques a Siem Reap. O distrito de Srei Snam fica a cerca de 70 km da fronteira disputada e a menos de uma hora e meia de estrada do complexo de Angkor Wat.

Até o momento, autoridades cambojanas registram 12 civis mortos desde o início dos conflitos; autoridades tailandesas falam em 16 mortes, entre 15 soldados e 1 civil. O deslocamento forçado afeta cerca de 800 mil pessoas em ambos os lados da fronteira de 800 km.

Contexto adicional

Confrontos reiniciaram em 7 de dezembro, com disputa sobre faixas territoriais que já provocaram 43 mortes no episódio anterior, em julho, e deslocamento de centenas de milhares. Estados Unidos, China e Malásia atuaram como mediadores, com apoio de um acordo de paz em outubro, após negociações impulsionadas pelo então presidente dos EUA.

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