- Pussy Riot foi designada como organização extremista na Rússia, com proibição de atividades no país.
- A lei prevê penas de até seis anos de prisão por manter qualquer aproximação ao grupo; até buscar o grupo na internet passa a ser crime segundo a nova norma.
- O tribunal do distrito Tverskói, em Moscou, condenou as integrantes após julgamento a portas fechadas, com base na música de 2022 “Mamá, no mires la televisión” e no show em Munique, em 2024.
- O grupo vive no exílio desde o início da guerra na Ucrânia; ações anteriores incluem vandalismo em 2012 e invasão da final da Copa do Mundo de 2018.
- Em setembro, o tribunal do distrito de Basmanni condenou em rebeldia cinco artistas a entre oito e 13 anos por desacreditar o exército russo; há também processo contra o advogado Dmitri Zajvatov e a ex-deputada Maria Solenova por financiamento ao batalhão Azov.
A justiça russa classificou a banda Pussy Riot como organização extremista, proibindo suas atividades no país. A sentença prevê penas de até seis anos de prisão por qualquer aproximação ao grupo, incluindo até a simples busca de informações sobre ele na internet. A decisão foi tomada após julgamento a portas fechadas no tribunal do distrito Tverskói, em Moscou.
Segundo a acusação, o grupo divulgou conteúdos considerados extremistas, incluindo uma música contra a invasão da Ucrânia e atos durante shows que supostamente simbolizariam apoio a opositores ao governo. Integrantes vivem em exílio desde o início do conflito na Ucrânia.
A condenação ocorre após histórico de ações envolvendo vandalismo em 2012 na catedral Cristo Salvador e participação na invasão de estádios durante a Copa do Mundo de 2018. Em setembro, outra corte de Moscou condenou cinco artistas em rebelia, a penas de oito a 13 anos, por desacreditar o exército.
Contexto
A decisão amplia a repressão a opositores na Rússia e sinaliza o endurecimento legal contra manifestações artísticas consideradas desafiadoras ao Kremlin. Para a defesa, o caso mostra uso político de leis extremistas para silenciar críticas.
A banda, que vive no exílio, reagiu às acusações por meio de publicações em redes sociais, descrevendo a classificação como parte de um esforço prolongado de proibição. O caso também envolve o advogado da Pussy Riot e uma ex-parlamentar de Moscou, alvo de investigações ligadas a financiamento de ações contra o governo.
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