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Governo Trump amplia proibição de viagens para 39 países

EUA ampliam restrições de viagem; cinco países passam a ter proibição total de entrada (Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria) e quinze com restrições parciais, totalizando 39

Patricia Caro
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  • O governo dos EUA ampliou as restrições de entrada, incluindo Burkina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria; com isso, o total de países com restrições chegou a trinta e nove.
  • Além disso, quinze nações passaram a ter restrições parciais, e pessoas com documentos de viagem emitidos pela Autoridade Palestina ficaram proibidas de entrar, dificultando vistos para palestinos já existentes.
  • As medidas visam impedir a entrada de estrangeiros sobre os quais Washington não tem informações suficientes, facilitar cooperação internacional e reforçar a lei de imigração e a segurança nacional.
  • As mudanças vêm após o ataque contra guardas nacionais em Washington, que resultou em uma agente morta e outro ferido; o atacante é de origem afegã, o que levou a suspensão de vistos para afegãos.
  • Existem exceções para residentes permanentes legais, titulares de vistos existentes, certas categorias de vistos (como atletas e diplomatas) e entradas que atendam aos interesses nacionais dos EUA; o DHS também anunciou revisão de permissões de residência.

O governo de Donald Trump ampliou nesta terça-feira a lista de países com restrições de entrada nos Estados Unidos. Cinco nações passaram a ter proibição total: Burquina Faso, Mali, Níger, Sudão do Sul e Síria. Além disso, 15 países integram as restrições parciais e houve veto à entrada de pessoas com documentos emitidos pela Autoridade Palestina. Ao todo, são 39 países sob restrições.

A medida é apresentada pela Casa Branca como necessária para evitar a entrada de estrangeiros sobre os quais não há informações suficientes para avaliar riscos, obter cooperação de governos e manter a lei de imigração. O objetivo é alinhar política externa, segurança nacional e combate ao terrorismo, segundo o comunicado oficial.

As novas proibições se somam a medidas anteriores adotadas após o ataque contra dois guardas nacionais em Washington, DC, no mês passado, que resultou na morte de uma agente e deixou o outro ferido. O atacante, de origem afegã, provocou suspensão de quase todos os vistos para cidadãos do Afeganistão e levou à revisão de permissões de residência.

Ampliação e exceções

O Departamento de Segurança Nacional DHN informou que há exceções para residentes permanentes legais, titulares de vistos existentes, certas categorias como deportistas e diplomatas, e casos em que a entrada sirva aos interesses nacionais dos EUA. A secretária Kristi Noem havia sinalizado, em entrevista, que o ataque geraria novas consequências para restrições de viagem.

A administração justificou ainda que a presença de terroristas e atividades criminosas em alguns países restringidos dificultam verificações de antecedentes e aumentam riscos para cidadãos e interesses dos EUA. Entre os afetados, palestinos passam por restrições adicionais relacionadas a grupos terroristas ativos na Cisjordânia e na Faixa de Gaza.

Contexto adicional

O governo informou que, por motivos de segurança, também há relatos de restrições ampliadas para cidadãos de determinados países, com foco na cooperação internacional e no controle de fronteiras. A medida envolve um conjunto de medidas de imigração vinculadas a avaliações de risco, cooperação internacional e defesa de interesses nacionais.

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