- O presidente Lula pediu a Emmanuel Macron e a Giorgia Meloni que colaborem para a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, prevista para ocorrer em Foz do Iguaçu (PR) neste sábado 20.
- A França pressiona pelo adiamento, alegando preocupação com a competitividade dos produtores rurais franceses; Macron busca apoio da Itália para atrasar o acordo.
- O acordo pretende permitir que a União Europeia exporte mais automóveis, máquinas e vinhos aos países do Mercosul, em troca da entrada de carne, açúcar, soja e arroz sul-americanos na UE.
- Se assinado, o acordo criaria um mercado comum de 722 milhões de habitantes entre as duas regiões.
- O governo brasileiro afirma que os produtos do Mercosul não prejudicam a competitividade europeia, e as negociações já duram mais de vinte anos.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva solicitou nesta terça-feira 16 o apoio de Emmanuel Macron, da França, e Giorgia Meloni, da Itália, para a assinatura do acordo entre o Mercosul e a União Europeia prevista para ocorrer em Foz do Iguaçu (PR) neste sábado 20. A expectativa de assinatura surge após mais de 20 anos de negociações, em meio a cautela de Paris sobre a competitividade dos produtores rurais franceses.
O acordo, defendido por UE e Mercosul, enfrenta resistência na França, que pressiona por adiamento devido a preocupações com o impacto sobre o campo francês. Lula destacou que os produtos do Mercosul não prejudicariam a competitividade europeia, reiterando que há diferenças de qualidade entre os itens exportados pelos dois blocos.
Macron tem chamado atenção à proteção de produtores rurais franceses, e contou com o apoio do governo italiano para atrasar as negociações. O tema envolve, principalmente, a abertura de mercados entre automóveis, máquinas e vinhos europeus e a facilitada entrada de carne, açúcar, soja e arroz sul-americanos.
Contexto e desdobramentos
Se fechada, a adesão criaria um mercado comum de cerca de 722 milhões de habitantes, ampliando exportações da UE para a América Latina e facilitando a entrada de produtos sul-americanos na Europa, em especial carne, açúcar, arroz, mel e soja.
Próximos passos
A assinatura depende da posição de França e de Itália, que ainda discutem o equilíbrio entre competitividade setorial e ganhos comerciais para ambos os lados. A agenda oficial indica que a assinatura pode ocorrer conforme alinhamento entre os chefes de governo presentes.
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