- Médicos residentes na Inglaterra começaram cinco dias de greve após rejeitarem a última proposta do governo, que não aumentou salários neste ano e, ao menos, aumentaria vagas de formação. A paralisação segue até as 7h de segunda-feira.
- A greve já é a 14ª desde março de 2023 e envolve cerca de metade dos médicos do NHS; 83% (35.107 de 55.000) que participaram da pesquisa da BMA disseram não à oferta, com 65% de participação.
- A reunião entre a BMA e o secretário de saúde falhou em chegar a um acordo, mantendo a ação de greve anunciada.
- Líderes do NHS avaliam que mais pacientes sentirão o impacto desta rodada de greves em comparação com as anteriores, com cobrança de pessoal e sem férias de Natal para parte da equipe.
- O governo disse ter buscado evitar a greve, mas não houve acordo; o foco agora é minimizar a interrupção no atendimento em todo o NHS.
Resid ent doctors em Inglaterra iniciaram cinco dias de greve após rejeitar a última oferta do governo sobre salários e vagas de formação. A paralisação envolve cerca de metade dos médicos do NHS e se estende até as 7h de segunda-feira. Nessa rodada, as equipes enfrentam atraso no atendimento e maior pressão sobre serviços.
A negociação entre a British Medical Association (BMA) e o secretário de Saúde, Wes Streeting, terminou sem acordo. A proposta não aumentava o salário no ano fiscal atual, mesmo contemplando mais vagas de formação para tornar mais rápida a entrada de médicos em especialidades escolhidas.
Dados indicam ampla rejeição à oferta. Em pesquisa da BMA com 65% de participação, 83% votaram contra, entre 55 mil resident doctors representados, 35.107 participaram. O movimento soma a 14ª greve desde março de 2023, segundo a BMA.
Impacto no atendimento e posicionamento das autoridades
Líderes do NHS alertam que mais pacientes sentirão o efeito desta rodada de greves do que nas anteriores, com cobertura de equipe comprometida e sem férias de Natal para parte dos profissionais. A NHS enfatiza que o objetivo é manter atendimento seguro, reduzindo impactos.
Professora Meghana Pandit, diretora médica nacional da NHS England, afirmou que a situação é desafiadora por recordes de internações por gripe. Ela reforçou o esforço da equipe para manter o atendimento sem prejudicar pacientes, mesmo diante das interrupções.
O Departamento de Saúde informou que houve nova reunião entre o secretário e a BMA, sem chegar a acordo. A divulgação ressaltou que todas as tentativas para evitar a greve foram feitas, e que o foco agora é minimizar a disrupção com a colaboração de toda a equipe do NHS.
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