- Em Silwan, leste de Jerusalém, Kayed Rajabi e mais 32 famílias receberam ordens de despejo a favor de Ateret Cohanim, organização de colonos que já ocupa cerca de 40 edifícios no bairro.
- As ordens foram emitidas com base em uma decisão da Suprema Corte de Israel; os desalojados têm prazo até o fim do Ramadã, em meados de março, para deixar as casas.
- Ateret Cohanim ofereceu pagamentos para que os palestinos deixassem as imóveis, mas a maioria recusou.
- A organização afirma que a terra era de judeus Yemeni antes de 1929; Rajabi nega a alegação.
- O caso ocorre em meio a tensões entre israelenses e palestinos na região e ao longo de um contexto de disputas em Jerusalém, considerado capital por Israel apesar da rejeição internacional.
In Silwan, bairro de East Jerusalem, moradores Palestinos receberam ordens de despejo em favor de uma organização de colonos israelenses que já ocupou parte do distrito. A decisão envolve Kayed Rajabi e 32 famílias da vizinhança.
As ordens partem de uma ação do Supremo Tribunal de Israel, com prazo para deixar as casas até o fim doRamadan, no meio de março. Os moradores afirmam que as casas foram adquiridas pelos colonos de forma contestada, com várias desalocações ocorridas desde 2004.
Kayed Rajabi diz que a família vive no local desde 1967 e que a área foi comprada de um oficial jordaniano. Entre os colonos, a organização Ateret Cohanim já teria adquirido cerca de 40 imóveis no bairro. A organização afirma que os palestinos são invasores e que a terra tem histórico de posse anterior.
Quem está envolvido
Ateret Cohanim, organização de colonos, atua na área e vem fazendo propostas de compra para desalojar moradores. Daniel Luria, diretor executivo da entidade, chamou os palestinos de ocupantes ilegais e afirma que a terra era de proprietários judeus antes de 1929. Rajabi contestou a narrativa, destacando que a origem da posse é contestável.
O caso envolve, além dos desalojos, disputas sobre a origem da propriedade e possíveis compensações para os moradores que aceitariam sair. Segundo a organização, há a pretensão de retificar injustiças históricas; os moradores contestam essas afirmações.
Contexto e desdobramentos
A área de Silwan é conhecida pela proximidade com a Mesquita de Al-Aqsa e por ser alvo frequente de tensões entre israelenses e palestinos. Existem relatos de ações de desocupação e, em alguns casos, confrontos envolvendo a polícia. O tema se insere em uma disputa maior sobre Jerusalém Oriental, território reivindicado pelos palestinos para um futuro estado.
As expulsões ocorrem em meio a debates internacionais sobre o status de Jerusalém, com a maioria da comunidade internacional não reconhecendo a capital de Israel na cidade. Autoridades israelenses defendem as políticas de assentamento como parte de questões de segurança e direito histórico.
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