- O presidente Donald Trump assinou uma ordem executiva para abrir caminho a tarifas sobre bens de países que fornecem petróleo a Cuba, elevando a pressão para derrubar o governo cubano.
- A medida declara emergência nacional e cria um processo para que secretarias de Estado e Comércio avaliem tarifas contra países que vendem petróleo à ilha.
- A Casa Branca citou laços de Cuba com potências hostis para justificar a política de tarifas, mencionando supostos vínculos com Rússia, Hamas e Hezbollah.
- Cuba, com cerca de oito milhões de habitantes, é dependente de importações de petróleo e enfrenta estoque limitado, estimado em 15 a 20 dias.
- O país tem enfrentado queda no turismo e na disponibilidade de petróleo depois de pressões dos EUA que interromperam o fornecimento venezuelano; México tem se mantido como fornecedor, sob condições humanitárias.
Donald Trump assinou na quinta-feira uma ordem executiva para criar as bases de tarifas sobre bens de países que fornecem petróleo a Cuba. O objetivo é aumentar a pressão sobre o governo cubano e busca, segundo a Casa Branca, derrubar o regime comunista. A medida declara estado de emergência nacional e estabelece um procedimento para que ossecretários de Estado e de Comércio avaliem tarifas para países que vendem petróleo à ilha.
A administração cita laços de Cuba com poderes hostis para justificar a política de tarifas, citando Rússia, Hamas e Hezbollah. O texto afirma que as ações representam ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional e à política externa dos EUA, exigindo resposta imediata para proteger cidadãos e interesses americanos.
Dependência de importação e contexto econômico
Cuba, ilha caribenha com cerca de 8 milhões de habitantes, possui PIB em torno de 85 bilhões de dólares. O Partido Comunista governa o país há seis décadas e depende fortemente de importações para combustíveis e bens básicos.
A because of a squeeze on oil supplies, Cuba enfrenta racionamento de gasolina e cortes diários de energia. O país chegou a ter estoque de apenas 15 a 20 dias de óleo, segundo fontes financeiras, aumentando a pressão sobre o turismo e a economia.
Reações e desdobramentos regionais
Antes da divulgação oficial, o governo mexicano sinalizou que o Pemex continuará cumprindo contratos com Havana, potencialmente oferecendo petróleo por razões humanitárias. A presidente mexicana, Claudia Sheinbaum, enfatizou que a decisão é soberana, e que o auxílio humanitário pode seguir.
Dados indicam que o petróleo mexicano representou cerca de 20 mil barris por dia, grande parte do fornecimento de Cuba no ano anterior, embora Cuba tenha reexportado boa parte do petróleo venezuelano, que antes somava cerca de 70 mil barris diários. A desaceleração do abastecimento venezuelano intensificou a crise energética cubana.
Contexto internacional recente
Cuba vem enfrentando tensões intensas após ações americanas contra a liderança venezuelana, o que reduziu ainda mais as fontes de óleo para a ilha. Paralelamente, o turismo cubano registra queda, reflexo direto da instabilidade econômica e das sanções. Trump repetiu avaliações públicas sobre o regime, afirmando que o país depende do petróleo venezuelano que não está mais chegando.
O secretário de Estado americano, Marco Rubio, é filho de imigrantes cubanos e exerce papel ativo na condução de políticas voltadas à ilha. A administração avalia novas medidas econômicas para pressionar o governo cubano até que haja mudanças no país.
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