- Don Lemon, ex-âncora da CNN, foi preso nos Estados Unidos por suposto envolvimento em protesto contra o ICE.
- O protesto ocorreu no início de janeiro em St. Paul, Minnesota, quando dezenas de manifestantes interromperam um culto na igreja Cities para criticar ações do ICE.
- Lemon afirmou ser jornalista na manifestação, não manifestante; a prisão ocorreu na noite de quinta-feira (29), no saguão de um hotel em Beverly Hills, onde se preparava para cobrir o Grammy Awards.
- O advogado Abbe Lowell classificou a prisão como ataque à Primeira Emenda, afirmando que Lemon é jornalista há trinta anos e que a prisão fere a liberdade de imprensa.
- Lowell também fez críticas ao governo federal, sugerindo que a ação desvia a atenção de crises administrativas e de investigações sobre mortes de manifestantes em Minneapolis.
Don Lemon, ex-âncora da CNN, foi preso nos EUA por suposto envolvimento em protesto contra o ICE. A manifestação foi registrada no início de janeiro, em St. Paul, Minnesota, no entorno da Cities Church, com integrantes criticando ações do Serviço de Imigração e Alfândega.
Segundo a apuração da CNN, onde Lemon atuou até 2023, o jornalista afirma ter participado do ato na qualidade de repórter e não como manifestante.
A prisão ocorreu na noite de quinta-feira, 29, no saguão de um hotel em Beverly Hills, enquanto Lemon se preparava para cobrir o Grammy Awards.
Defesa de Lemon
O advogado Abbe Lowell informou que a detenção representa uma violação à Primeira Emenda, que garante liberdades constitucionais a jornalistas. O advogado destacou que Lemon atua há 30 anos na imprensa e que sua atuação tende a revelar fatos, sem violar a lei.
Lowell também mencionou que, na visão dele, a prisão pode tratar-se de uma tentativa de desviar o foco de crises administrativas, citando o governo de Donald Trump. Segundo o advogado, não houve ação policial proporcional ao histórico do jornalista.
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