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Grupo de direitos humanos alerta Nova York sobre investimentos em títulos israelenses

Grupo de direitos humanos alerta autoridades de Nova York sobre investimentos em bonds de Israel, citando violação legal e riscos fiduciários

Kathy Hochul and Zohran Mamdani hold a press conference at in New York City on 6 January 2026.
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  • Um grupo de direitos humanos, Dawn, avisou autoridades de Nova York que investir em títulos emitidos por Israel viola direito internacional e dever fiduciário, trazendo riscos legais, éticos e financeiros.
  • A advertência, acompanhada de um memorando de 26 páginas, foi enviada ao governador, Letitia James, ao prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e aos controladores financeiros estadual e municipal, Tom DiNapoli e Mark Levine.
  • O grupo pede que o estado e a cidade cessem novas aquisições e façam a desvinculação de holdings atuais em títulos israelenses, argumentando violação de obrigações legais de não auxiliar crimes e de responsabilidade fiscal.
  • O contexto inclui o aumento de pedidos de desvinculação nos EUA após a guerra em Gaza; no ano passado, o então controlador da cidade de Nova York encerrou investimento de quase 40 milhões de dólares em títulos israelenses.
  • Dados de 2024 mostram que estados e municípios dos EUA compraram pelo menos 1,7 bilhão de dólares em títulos israelenses desde 7 de outubro de 2023, enquanto a Israel Bonds afirma ter vendido mais de 5,7 bilhões de dólares mundialmente.

Um grupo de direitos humanos alertou autoridades de Nova York de que investir recursos públicos em títulos emitidos por Israel viola obrigações internacionais e fiduciárias, podendo gerar riscos legais, éticos e financeiros para os envolvidos e beneficiários.

A Dawn enviou na sexta-feira um memorando de 26 páginas ao governador, à procuradora-geral, ao prefeito da cidade de Nova York e aos contadores do estado e da cidade. O texto pede o fim imediato de novas compras e a desvinculação de holdings existentes em bonds israelenses, sob o argumento de que violam obrigações legais e deveres fiduciários.

Segundo a Dawn, o investimento contraria o compromisso de não ajudar a cometer crimes e pode expor autoridades a litígios. A organização afirma considerar a prática como risco substancial para os cofres públicos e para os contribuintes.

Contexto e desdobramentos

Brad Lander, ex-presidente da contabilidade da cidade, encerrou em 2023 o investimento da cidade de Nova York em quase 40 milhões de dólares em bonds israelenses, citando riscos legais e financeiros. O atual controlador, Mark Levine, sinalizou planos de reinvestir nesses títulos, o que provoca choque com o prefeito Zohran Mamdani, contrário à medida.

No âmbito estadual, o novo embate envolve o controlador DiNapoli, que pretende manter os investimentos, e o adversário Raj Goyle, que promete encerrá-los. As posições divergentes refletem o intenso debate político sobre Israel nos EUA após o conflito em Gaza.

A Dawn sustenta que os bonds de Israel não são apenas instrumentos de mercado, mas empréstimos diretos ao governo que financiam defesa e operações militares. A entidade afirma que tais investimentos podem facilitar violações de direitos humanos na Palestina e violar deveres fiduciários.

Reações e cenários

Dani Naveh, presidente da Israel Bonds, destacou que a instituição já vendeu mais de 5,7 bilhões de dólares em todo o mundo desde os ataques de Hamas, defendendo que os títulos oferecem retornos estáveis e reforçam o apoio ao estado judaico. A Dawn rebate que as informações de marketing não justificam o investimento sob critérios estritamente financeiros.

A defesa de Mamdani aponta declarações recentes do prefeito de que não se deve adquirir bonds de Israel, ressaltando que a cidade não compra a dívida de outros países soberanos. O porta-voz de Levine disse que Israel Bonds já integraram por décadas a carteira da cidade, sem comentar planos de reinvestimento.

A Dawn ressalta ainda um movimento nacional chamado Break the Bonds, que busca incentivar desinvestimentos em nível local, estadual, de fundos de pensão e universidades. Em outros estados, famílias têm questionado investimentos em bonds israelenses com alegações de violar leis locais.

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