- O documentário Hold on to Her, de Robin Vanbiesen, usa a morte de Mawda Shawri, ocorrida em 2018 na Bélgica, para examinar a política de fronteiras europeia.
- A obra apresenta documentos e testemunhos lidos para ativistas, destacando alegações policiais e a narrativa que responsabiliza a criança e os pais pelo incidente.
- A crítica aponta que focar em casos extremos pode justificar controles mais rígidos, ocultando a maquinaria de repressão e as ideologias por trás das políticas migratórias.
- Há comparação com a antropologia da caça, com a ideia de que mudar a linguagem de identificação para termos mais humanos pode alterar a percepção sobre migrantes e refugiados.
- A revisão sugere falhas no estilo visual do filme, que, segundo o texto, parece disperso; uma conclusão mais direta poderia ter melhor fechado a narrativa. Hold on to Her está disponível na True Story desde 6 de fevereiro.
O documentário Hold on to Her, dirigido por Robin Vanbiesen, utiliza o caso da morte da menina Mawda Shawri como ponto de partida para analisar a política migratória europeia. A fatalidade ocorreu durante uma operação de fronteira na Bélgica em 2018, envolvendo uma criança de dois anos nascida na Alemanha e de origem iraquiana.
O filme reúne documentos e depoimentos apresentados ao público de ativistas. Mawda morreu após ser baleada durante a intervenção policial em uma van em que viajava com os pais, Phrast e Shamden. A narrativa descreve alegações de inconsistência policial, incluindo a hipótese de que Mawda teria sido jogada na rodovia por ocupantes da van, além de críticas à responsabilização do motorista.
A obra questiona a desumanização associada a termos como imigrante e refugiado, defendendo a necessidade de revisar a linguagem para ampliar a compreensão sobre as pessoas afetadas pelas políticas migratórias. Discorre sobre como incidentes extremos podem ofuscar o funcionamento do aparato de controle fronteiriço.
Análise e recepção
O documentário também aborda a relação entre violência estatal e narrativas de legitimidade policial, sugerindo que a cobertura de casos isolados pode ser usada para justificar medidas mais duras. Críticos citados no filme comparam o tratamento de migrantes a estruturas de caça, destacando a importância de humanizar as pessoas envolvidas.
A produção utiliza sequências visuais de estradas belgas e inserções de leituras de testemunhos para apoiar a análise, mas alguns trechos foram vistos como insuficientes para prender plenamente a atenção do espectador. A conclusão rígida sobre o caso Mawda fica, segundo a narrativa, aquém de um desfecho mais direto com depoimentos integralmente atribuídos. Hold on to Her estreia no True Story em 6 de fevereiro.
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