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Rússia não quer conflito global, afirma Medvedev

Medvedev afirma que a Rússia não quer conflito global, mas admite que tal cenário não pode ser totalmente descartado

Deputy Chairman of the Russian Security Council Dmitry Medvedev attends an interview with Reuters, TASS and WarGonzo in the Moscow region, Russia, January 29, 2026. Dmitry Medvedev's Secretariat/Handout via REUTERS
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  • Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse à Reuters que o mundo está muito perigoso, mas a Rússia não quer um conflito global e “não estamos loucos”.
  • Ele afirmou que um conflito global não pode ser descartado, ainda que a Rússia defenda seus interesses na operação na Ucrânia.
  • Medvedev elogiou Donald Trump e disse que os contatos com Washington têm se reativado, em meio a esforços para encerrar o conflito.
  • Segundo ele, o presidente Vladimir Putin continua sendo a voz final na política russa, refletindo o pensamento de linha dura entre os poderosos do país.
  • O exoficial criticou narrativas ocidentais sobre ameaças à Groenlândia e outros eventos de janeiro, dizendo que tais alegações seriam “horror stories” para justificar atitudes ocidentais.

Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, afirmou que o mundo está se tornando muito perigoso, mas que a Rússia não quer um conflito global. A declaração foi publicada na segunda-feira e ele falava em uma entrevista realizada em sua residência nos arredores de Moscou.

Medvedev, que também atua como um dos principais hawks do Kremlin, elogiou Donald Trump e disse ser encorajadora a retomada de contatos com Washington. Ele ressaltou que a administração americana busca encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.

O ex-presidente russo garantiu que a Rússia não está interessada em um embate mundial e que não é “louca” a ponto de desejar tal conflito. Ele declarou ainda que um confronto global não pode ser totalmente descartado, segundo a entrevista feita para Reuters, TASS e WarGonzo.

O comentarista destacou que, apesar de Putin ser a voz final na política externa, Medvedev representa o pensamento duro dentro da elite russa. A entrevista ocorreu em um ambiente onde havia uma caricatura que o retrata segurando uma metralhadora diante de líderes europeus.

Medvedev comentou ainda sobre o momento de janeiro, definido por ele como excessivo, citando eventos globais envolvendo Venezuela, Groenlândia e outras localidades. Sobre Maduro, o ministro afirmou que, se o poder dos EUA fosse alvo de intervenção estrangeira, isso seria interpretado como ato de guerra.

Ainda segundo o entrevistado, Moscou sustenta que a guerra na Ucrânia não representa uma agressão imperial, mas defende que a operação militar especial visa defender os interesses russos. As alegações ocidentais de ameaça russa ou chinesa à Groenlândia foram descritas como ficções.

Na avaliação de Medvedev, a narrativa de que a Rússia estaria desafiando alianças ocidentais é usada para justificar condutas ocidentais. Ele reiterou que a Rússia está disposta a defender suas posições sem esmorecer diante de pressões externas.

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