- Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, disse à Reuters que o mundo está muito perigoso, mas a Rússia não quer um conflito global e “não estamos loucos”.
- Ele afirmou que um conflito global não pode ser descartado, ainda que a Rússia defenda seus interesses na operação na Ucrânia.
- Medvedev elogiou Donald Trump e disse que os contatos com Washington têm se reativado, em meio a esforços para encerrar o conflito.
- Segundo ele, o presidente Vladimir Putin continua sendo a voz final na política russa, refletindo o pensamento de linha dura entre os poderosos do país.
- O exoficial criticou narrativas ocidentais sobre ameaças à Groenlândia e outros eventos de janeiro, dizendo que tais alegações seriam “horror stories” para justificar atitudes ocidentais.
Dmitry Medvedev, vice-presidente do Conselho de Segurança da Rússia, afirmou que o mundo está se tornando muito perigoso, mas que a Rússia não quer um conflito global. A declaração foi publicada na segunda-feira e ele falava em uma entrevista realizada em sua residência nos arredores de Moscou.
Medvedev, que também atua como um dos principais hawks do Kremlin, elogiou Donald Trump e disse ser encorajadora a retomada de contatos com Washington. Ele ressaltou que a administração americana busca encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia.
O ex-presidente russo garantiu que a Rússia não está interessada em um embate mundial e que não é “louca” a ponto de desejar tal conflito. Ele declarou ainda que um confronto global não pode ser totalmente descartado, segundo a entrevista feita para Reuters, TASS e WarGonzo.
O comentarista destacou que, apesar de Putin ser a voz final na política externa, Medvedev representa o pensamento duro dentro da elite russa. A entrevista ocorreu em um ambiente onde havia uma caricatura que o retrata segurando uma metralhadora diante de líderes europeus.
Medvedev comentou ainda sobre o momento de janeiro, definido por ele como excessivo, citando eventos globais envolvendo Venezuela, Groenlândia e outras localidades. Sobre Maduro, o ministro afirmou que, se o poder dos EUA fosse alvo de intervenção estrangeira, isso seria interpretado como ato de guerra.
Ainda segundo o entrevistado, Moscou sustenta que a guerra na Ucrânia não representa uma agressão imperial, mas defende que a operação militar especial visa defender os interesses russos. As alegações ocidentais de ameaça russa ou chinesa à Groenlândia foram descritas como ficções.
Na avaliação de Medvedev, a narrativa de que a Rússia estaria desafiando alianças ocidentais é usada para justificar condutas ocidentais. Ele reiterou que a Rússia está disposta a defender suas posições sem esmorecer diante de pressões externas.
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