- Exteriores negocia a liberação da espanhola Alicia Armesto, detida em Bengasi no dia 24 de maio junto a outros nove integrantes do convoy de ajuda a Gaza.
- O grupo, da Maghreb Sumud Organization, participava de uma missão terrestre com 230 pessoas para levar assistência à faixa de Gaza.
- O consulado espanhol em Trípoli enviou o cónsul a Bengasi para tratar com autoridades locais e buscar proteção consular para Armesto; informações sobre o estado não são completas.
- A área leste de Libia, sob controle de Jalifa Hafter, complica as negociações, em meio ao apoio de Egito e Emirados; o Departamento de Estado dos Estados Unidos classifica a região como de alto risco.
- Além de Armesto, permanecem detidos Laura Kwoczala, Jenelle Jones, María Paula Giménez, Lucas Ezequiel Aguilera, Matías Álvarez Rodríguez, Ana Margarida França Santana Baptista, Ashraf Joya, Domenico Centrone e Leonarda Alberizia.
O consulado espanhol confirmou que o cónsul em Trípoli, Manuel Baena, viajou a Bengasi, no leste da Líbia, para tratar da libertação da jornalista Alicia Armesto. Armesto e mais nove pessoas foram detidas em 24 de maio durante uma operação para obter passagem de um grupo humanitário rumo a Gaza.
A ação integra a missão da Maghreb Sumud Organization, que coordena uma caravana terrestre com cerca de 230 participantes. O objetivo é levar ajuda humanitária à faixa de Gaza pelo norte da África. A detenção ocorreu em Sirte, cidade costeira entre Trípoli e Bengasi.
As autoridades libias estão no centro das negociações. A embaixada da Espanha em Trípoli informou que a situação é complexa e depende de autoridades locais no leste do país, região sob controle do marechal Khalifa Haftar. A posse consular está em alerta constante.
Detenção dos ativistas e estado da caravana
A última comunicação da caravana ocorreu em 24 de maio, às 15h22, quando membros relataram transferência em três furgonetas sem identificação. Desde então, não houve novo contato com os negociadores. Organizações humanitárias contestam a versão de deportação.
Fiéis à versão dos organizadores, as autoridades do leste teriam alegado violação de passagem, com encaminhamentos para deportação. As organizações Global Sumud Flotilla e Maghreb Sumud Organization afirmam que a caravana seguia negociação prévia com autoridades locais.
A caravana terrestre saiu de Mauritânia em 15 de maio e pretende atravessar países do norte da África até Rafah, na fronteira entre Egito e Gaza. O grupo inclui cidadãos de mais de 20 países e transporta sete ambulâncias, 20 casas móveis e 10 caminhões com ajuda.
Contexto regional e apoio internacional
O leste libio é controllado por forças fiéis ao mariscal Haftar, com apoio de aliados regionais. O governo de unidade nacional, com sede em Trípoli, é reconhecido internacionalmente, mas a insegurança persiste na região. O Departamento de Estado dos EUA classifica a área como de alto risco.
Entre os detidos estão a espanhola Alicia Armesto, a polonesa Laura Kwoczala, a norte-americana Jenelle Jones, a argentina Maria Paula Giménez, Lucas Ezequiel Aguilera, o uruguaio Matías Álvarez Rodríguez, a portuguesa Ana Margarida França Santana Baptista, o tunisiano Ashraf Joya e os italianos Domenico Centrone e Leonarda Alberizia.
Esforços de proteção e próximos passos
O objetivo diplomático é assegurar a libertação rápida de Armesto e oferecer proteção consular. A Embaixada da Espanha em Trípoli permanece mobilizada e trabalha com autoridades italianas, que indicaram ter visitado os detidos e apontado boa saúde. Não há informações oficiais sobre data de comparecimento a tribunal.
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