O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que narcotraficantes estão planejando um atentado contra ele, utilizando mísseis para atacar seu avião. Em seu discurso durante a posse do novo diretor da Polícia Nacional, Petro declarou: “Me querem disparar um misil a meu avião”, ressaltando que a intenção é derrubá-lo rapidamente devido às suas […]
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, afirmou nesta terça-feira que narcotraficantes estão planejando um atentado contra ele, utilizando mísseis para atacar seu avião. Em seu discurso durante a posse do novo diretor da Polícia Nacional, Petro declarou: “Me querem disparar um misil a meu avião”, ressaltando que a intenção é derrubá-lo rapidamente devido às suas ações contra as grandes mafias do país. Essa denúncia se soma a outras feitas desde sua eleição em 2022, incluindo informações da Agência Antidrogas dos Estados Unidos (DEA) sobre um plano para explodir um veículo em um evento público.
Petro também mencionou que a guerrilha Exército de Libertação Nacional (ELN), com a qual as negociações de paz estão estagnadas, é uma das principais mafias da Colômbia. Recentemente, a violência aumentou na região do Catatumbo, resultando em mais de cem mortes e 80 mil deslocados. O presidente rompeu os diálogos de paz, classificando as ações do ELN como “crimes de guerra”. Além disso, ele apontou para dissidências das FARC, especificamente o grupo liderado por Iván Mordisco, que teria planos de assassiná-lo com “francotiradores pagos”.
Mordisco negou as acusações e pediu que Petro apresentasse provas. Durante uma reunião do Conselho de Ministros, Petro também mencionou o uso de novas tecnologias para os ataques, citando um incidente com um dron que colidiu com um avião da Avianca. Apesar das alegações graves, a oposição as considera incendiárias e sem fundamento, e até o momento, o presidente não apresentou evidências concretas para sustentar suas afirmações. O Ministério da Defesa está investigando as denúncias desde o ano passado.
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