A partir de 2029, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) passará a incluir a qualidade da escrita dos estudantes brasileiros, com a introdução de questões discursivas. As mudanças, que começam em 2025 com testes amostrais, visam aprimorar a avaliação da educação no Brasil, que é realizada a cada dois anos. O Ideb, criado […]
A partir de 2029, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) passará a incluir a qualidade da escrita dos estudantes brasileiros, com a introdução de questões discursivas. As mudanças, que começam em 2025 com testes amostrais, visam aprimorar a avaliação da educação no Brasil, que é realizada a cada dois anos. O Ideb, criado em 2007 durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva, terá sua fórmula de cálculo revisada, refletindo novas metas discutidas pelo Inep e um comitê de especialistas.
O presidente do Inep, Manuel Palacios, destacou que a inclusão da escrita na avaliação exigirá uma nova abordagem na correção das provas. O Ideb, que varia de 0 a 10, atualmente considera a taxa de aprovação e a nota média dos alunos no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). A proposta é substituir a nota média por um indicador que avalie a proporção de alunos com aprendizagem adequada para sua etapa escolar, definida em seminários que ocorrerão em abril nas cinco regiões do país.
Além disso, o Ministério da Educação (MEC) planeja utilizar o Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) como prova do Saeb para alunos do ensino médio, unificando as avaliações. Essa mudança, apoiada pelos secretários estaduais de educação, busca simplificar o processo para os estudantes. Palacios afirmou que estudos estão sendo realizados para garantir que a nova prova mantenha a conexão com a matriz atual, com resultados positivos em ambas as avaliações.
Em 2023, o Brasil obteve notas de 6 no 5º ano, 5 no 9º ano e 4,3 no ensino médio no Ideb. As metas estabelecidas para 2021 eram de 6, 5,5 e 5,2, respectivamente. Estados como Goiás, Espírito Santo, Paraná e Ceará se destacaram positivamente, enquanto Rio Grande do Norte, Rio de Janeiro e Bahia apresentaram resultados insatisfatórios. As mudanças visam alinhar as avaliações à Base Nacional Comum Curricular, com a transição completa prevista para 2029.
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