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Governo de Tarcísio troca 20 dirigentes das Diretorias de Ensino em São Paulo

- O governo de Tarcísio de Freitas substituiu 20 dirigentes das Diretorias de Ensino. - As mudanças visam melhorar os índices educacionais antes das eleições de 2026. - A Secretaria da Educação afirma que as trocas seguem critérios técnicos de desempenho. - O estado de São Paulo registrou queda nos índices do Ideb e Saeb recentemente. - A gestão atual alterou a carga horária e currículo, mas resultados ainda são insatisfatórios.

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O governo de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, em São Paulo, anunciou a troca de 20 dos 91 dirigentes das Diretorias de Ensino do estado, responsáveis pela supervisão das escolas estaduais. A Secretaria da Educação justificou as mudanças como baseadas em critérios técnicos, resultantes de avaliações periódicas que consideram os índices educacionais e indicadores de […]

O governo de Tarcísio de Freitas, do Republicanos, em São Paulo, anunciou a troca de 20 dos 91 dirigentes das Diretorias de Ensino do estado, responsáveis pela supervisão das escolas estaduais. A Secretaria da Educação justificou as mudanças como baseadas em critérios técnicos, resultantes de avaliações periódicas que consideram os índices educacionais e indicadores de gestão das diretorias. Profissionais da educação criticam a abordagem do secretário Renato Feder, que estaria tratando a educação com uma “lógica de empresa”.

A pressão por melhores resultados educacionais é crescente, especialmente com as eleições de 2026 no horizonte, que podem incluir a reeleição de Tarcísio ou uma candidatura à presidência. Recentemente, o governador não foi convidado para um evento do movimento Todos Pela Educação, onde o critério de seleção foi o desempenho do estado no Ideb e no Saeb. O estado apresentou queda em ambas as avaliações, refletindo a insatisfação com a gestão atual.

Mudanças na carga horária das disciplinas e a inclusão de novas matérias foram implementadas, mas os resultados ainda são insatisfatórios. Embora tenha havido melhora nos anos iniciais do ensino fundamental, a evolução nos anos finais e no ensino médio não foi suficiente para recuperar os níveis anteriores à pandemia. Dados do Saresp mostram que a média de notas em língua portuguesa no 2° ano do Ensino Fundamental caiu de 8,6 em 2022 para 6,7 em 2023, enquanto no 3° ano do Ensino Médio a média subiu apenas de 3,0 para 3,1.

As diretorias que sofrerão mudanças incluem regiões com as piores notas no Saresp de 2024, como Centro, Leste 3 e Leste 5 da capital paulista. A expectativa é que as novas lideranças possam trazer melhorias significativas nos indicadores educacionais, que são fundamentais para a avaliação da gestão e para o futuro político do governador.

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