O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça que a médica Alicia Dudy Muller Veiga, condenada por desviar R$ 927 mil da formatura de sua turma em 2023, passe por exames psicológicos. Na época do crime, Alicia era aluna de medicina na Universidade de São Paulo (USP) e, mesmo após a condenação, conseguiu […]
O Ministério Público de São Paulo (MPSP) solicitou à Justiça que a médica Alicia Dudy Muller Veiga, condenada por desviar R$ 927 mil da formatura de sua turma em 2023, passe por exames psicológicos. Na época do crime, Alicia era aluna de medicina na Universidade de São Paulo (USP) e, mesmo após a condenação, conseguiu registrar-se no Conselho Federal de Medicina (CFM) em dezembro do ano passado. O MPSP argumenta que ela tentou se esquivar das consequências legais ao alegar inimputabilidade, que se refere à incapacidade de entender a ilicitude de seus atos.
A ex-estudante foi sentenciada a cinco anos de reclusão em regime semiaberto e deve indenizar as vítimas pelo valor desviado. Além disso, ela enfrenta uma acusação de estelionato por uma tentativa de golpe em uma lotérica em julho de 2022, onde tentou realizar apostas que totalizavam R$ 891 mil, mas pagou apenas R$ 891,53. O gerente da lotérica percebeu a fraude quando as apostas já somavam R$ 193,8 mil.
Durante o processo, a defesa de Alicia pediu o adiamento de uma audiência, alegando agravamento de um quadro de transtorno de pânico. O MPSP, além dos exames psicológicos, requisitou que o Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo (CREMESP) confirme se ela realmente obteve o registro como médica. O pedido foi aceito pela 32ª Vara Criminal da Barra Funda do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP).
Alicia, que era presidente da comissão de formatura, alegou que o valor desviado foi perdido em uma corretora de investimentos chamada Sentinel Bank, que a teria enganado. Ela confessou a perda aos colegas em um grupo de WhatsApp e, após o escândalo, chegou a trancar o curso, mas logo retomou suas atividades acadêmicas na universidade.
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