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Brasileiros em Portugal enfrentam drama após perda da guarda dos filhos pela Justiça

Justiça de Viseu retira guarda de filhos de tatuadores brasileiros, que alegam preconceito e falta de apoio na escola. Família enfrenta desafios.

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O casal de tatuadores brasileiros, Carol Archangelo e Carlos Orleans, teve a guarda de seus filhos, X. e Y., transferida para outra família por decisão da Justiça de Viseu, em Portugal. A determinação foi emitida em 17 de março após uma solicitação do Ministério Público, que se baseou em um processo de apoio familiar iniciado […]

O casal de tatuadores brasileiros, Carol Archangelo e Carlos Orleans, teve a guarda de seus filhos, X. e Y., transferida para outra família por decisão da Justiça de Viseu, em Portugal. A determinação foi emitida em 17 de março após uma solicitação do Ministério Público, que se baseou em um processo de apoio familiar iniciado em 2023. Segundo Carlos, as crianças foram levadas por policiais diretamente da escola, e ele afirma não saber o paradeiro delas.

A medida cautelar imposta pela Justiça prevê acolhimento familiar por um período de seis meses, com revisões a cada dois meses. A família, que reside em São Pedro do Sul, alega ter emigrado para Portugal em busca de uma vida melhor para as crianças, que nunca repetiram de ano. No entanto, Carlos relata que enfrentam xenofobia e preconceito devido à sua profissão e aparência, o que, segundo ele, tem impactado a percepção da escola sobre a capacidade dos pais de cuidar dos filhos.

A escola alegou que as crianças estariam em situação de risco por questões relacionadas a sono, alimentação e saúde. Carlos refutou essas alegações, afirmando que as crianças são saudáveis e que a família sempre se preocupou com seu bem-estar. Ele também mencionou que a escola reportou falta de higiene e desinteresse nas atividades escolares, mas os pais contestam essas afirmações, citando problemas de comunicação e obstáculos no acesso ao sistema de saúde.

Antes da perda da guarda, a Justiça havia programado inspeções para avaliar as condições de habitação da família. Carlos afirmou que não puderam comparecer a uma dessas inspeções devido ao trabalho, mas garantiu que a casa está em boas condições e que a família possui uma renda mensal de € 3 mil (aproximadamente R$ 18 mil), com despesas controladas. Ele conclui que a situação é resultado de preconceito e não de falhas na criação dos filhos.

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