Dina Boluarte, presidente do Peru, anunciou que as eleições gerais ocorrerão em 12 de abril de 2026, com a expectativa de que isso encerre um período de instabilidade política que resultou na troca de seis presidentes nos últimos anos. Em seu discurso, Boluarte enfatizou a importância da votação para que os cidadãos possam exercer seu […]
Dina Boluarte, presidente do Peru, anunciou que as eleições gerais ocorrerão em 12 de abril de 2026, com a expectativa de que isso encerre um período de instabilidade política que resultou na troca de seis presidentes nos últimos anos. Em seu discurso, Boluarte enfatizou a importância da votação para que os cidadãos possam exercer seu direito democrático e destacou que seu governo se compromete a garantir a neutralidade e a imparcialidade do processo eleitoral.
Desde que assumiu a presidência em 2022, após a destituição de Pedro Castillo, Boluarte enfrentou uma gestão marcada por crises, incluindo um aumento da criminalidade e protestos contra sua administração. A situação de segurança no país se agravou, levando à declaração de estado de emergência em várias regiões, incluindo a capital, Lima. A presidente também se comprometeu a fornecer os recursos necessários para que os órgãos eleitorais possam operar adequadamente.
A popularidade de Boluarte caiu drasticamente, com índices de aprovação em torno de 3%, tornando-a a líder mais rejeitada da América Latina. Sua administração tem sido alvo de críticas por sua resposta a protestos que resultaram em mortes e feridos. Além disso, Boluarte enfrenta investigações sobre enriquecimento ilícito, após a descoberta de bens de luxo que não condizem com sua renda declarada.
Com a convocação das eleições, Boluarte espera que o pleito traga um novo cenário para o país, que tem enfrentado uma crise política e social significativa. Até o momento, 41 partidos estão registrados para participar das eleições, e outros 32 estão em processo de inscrição, refletindo a fragmentação política no Peru. A presidente finalizou seu discurso reafirmando o compromisso do governo em respeitar o voto popular e entregar o poder ao vencedor das eleições.
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