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Amsterdam pede desculpas pela perseguição a judeus durante a Segunda Guerra Mundial

Prefeito de Amsterdã pede desculpas pela inação do governo local na proteção de judeus durante a Segunda Guerra Mundial, relembrando tragédias históricas.

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O prefeito de Amsterdã, Femke Halsema, pediu desculpas pelo papel da cidade na perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A declaração foi feita em um evento em Israel, em homenagem ao Dia da Memória do Holocausto. Halsema reconheceu que o governo local falhou em proteger seus cidadãos judeus, mencionando que funcionários públicos participaram da deportação e morte de milhares de judeus. Antes da guerra, cerca de oitenta mil judeus viviam em Amsterdã, mas apenas vinte mil sobreviveram. Entre os deportados estava Anne Frank, cuja família foi capturada. Halsema afirmou que a administração municipal colaborou com medidas anti-judaicas, tornando-se parte da “máquina do mal”. A desculpa acontece em um momento de aumento de atos antissemitas na cidade. Em 2018, o então primeiro-ministro Mark Rutte já havia pedido desculpas pelo fracasso do governo holandês na época. A Companhia Nacional de Ferrovias da Holanda e a Igreja Protestante também reconheceram suas falhas em relação aos judeus durante a guerra.

O prefeito de Amsterdã, Femke Halsema, pediu desculpas na quinta-feira, 20 de abril de 2025, pelo papel da cidade na perseguição aos judeus durante a Segunda Guerra Mundial. A declaração ocorreu em um evento em homenagem ao Dia da Memória do Holocausto em Israel. Halsema afirmou que o governo local “deixou seus cidadãos judeus na mão”.

Durante seu discurso, Halsema destacou que funcionários públicos de Amsterdã participaram ativamente da deportação e assassinato de milhares de judeus. Dos aproximadamente oitenta mil judeus que viviam na cidade antes da guerra, apenas cerca de vinte mil sobreviveram. Entre os deportados estava a famosa diarista Anne Frank, cuja família foi capturada, restando apenas seu pai, Otto Frank.

“O governo de Amsterdã não foi heroico, nem determinado, nem misericordioso. E deixou seus residentes judeus na mão”, disse Halsema. Ela fez a declaração no Hollandsche Schouwburg, um teatro que serviu como ponto de coleta para judeus deportados para campos de extermínio. A prefeita lembrou que a administração municipal colaborou na implementação de medidas anti-judaicas, tornando-se parte da “máquina do mal”.

A desculpa de Halsema se dá a seis meses de um aumento de atos antissemitas na cidade, incluindo agressões a torcedores israelenses após um jogo de futebol. Em 2018, o então primeiro-ministro Mark Rutte já havia pedido desculpas pelo fracasso do governo holandês durante a guerra. Além disso, a Companhia Nacional de Ferrovias da Holanda e a Igreja Protestante também reconheceram suas falhas em relação aos judeus na época.

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