Os moradores do Vale do Famatina, na Argentina, lutam contra a mineração desde 2005, quando souberam que a Barrick Gold queria abrir uma mina na região. Recentemente, eles conseguiram expulsar cinco empresas mineradoras, incluindo a Barrick Gold, e reafirmaram seu compromisso de proteger o meio ambiente e as fontes de água. A resistência começou com assembleias para discutir os riscos da mineração, que poderiam afetar o abastecimento de água. Em 2007, após protestos, a Barrick desistiu de operar na área. Mesmo assim, outras empresas tentaram se estabelecer, mas os moradores continuaram a resistir, utilizando mobilizações e educação. Agora, após expulsar as mineradoras, eles voltaram a focar na agricultura e no turismo, mantendo suas tradições e a decisão de proteger o cerro Famatina, com a frase “O Famatina não se toca” simbolizando sua determinação.
Os habitantes do Vale do Famatina, na província de La Rioja, Argentina, têm se mobilizado desde 2005 contra a mineração, especialmente a céu aberto, promovida pela Barrick Gold. Recentemente, eles conseguiram expulsar cinco empresas mineradoras da região, reafirmando seu compromisso com a proteção do meio ambiente e das fontes de água.
A resistência começou com rumores sobre a instalação de uma mina pela Barrick Gold. A comunidade, liderada por figuras como Francisco Peralta e Carolina Suffich, organizou assembleias para discutir os riscos da mineração, que poderiam comprometer o abastecimento de água. Em 2007, após meses de protestos e bloqueios, a Barrick anunciou sua retirada, marcando uma vitória significativa para os moradores.
A luta continuou com a tentativa de outras empresas, como a Shandong Gold e a Osisko Mining, de se estabelecer na área. Os moradores mantiveram bloqueios e resistiram a ameaças, utilizando estratégias de mobilização e conscientização. Vicenta Luna, uma das líderes da resistência, destacou a importância da educação e da informação na luta contra a mineração.
Após expulsar as mineradoras, os habitantes do Vale do Famatina voltaram a se dedicar à agricultura e ao turismo, preservando suas tradições e o meio ambiente. A decisão coletiva de proteger o cerro Famatina é clara: “O Famatina não se toca”. Essa frase resume a determinação da comunidade em manter sua terra livre de exploração mineral.
Entre na conversa da comunidade