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Ministro da Previdência é alertado sobre fraudes, mas demora a agir e gera investigação

Ministro da Previdência, Carlos Lupi, ignorou alertas sobre fraudes em descontos de aposentados, resultando em operação da PF que investiga R$ 6 bilhões.

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O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi avisado em junho de 2023 sobre problemas nos descontos de mensalidades de aposentados e pensionistas, mas não tomou nenhuma atitude. Essa informação está em atas do Conselho Nacional de Previdência Social, que Lupi preside. A falta de ação levou a Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União a iniciar a operação “Sem Desconto”, que investiga fraudes que desviaram mais de R$ 6 bilhões. Durante uma reunião do conselho, a conselheira Tonia Galleti pediu para discutir os Acordos de Cooperação Técnica que permitiam esses descontos, mas Lupi não aceitou, dizendo que a pauta já estava definida. Ele reconheceu a importância do assunto, mas alegou que precisava de mais dados e prometeu discutir na próxima reunião, o que não aconteceu. O tema só foi abordado novamente em abril de 2024, quando as investigações já estavam em andamento, e até agora Lupi não se manifestou sobre as denúncias.

O ministro da Previdência Social, Carlos Lupi, foi alertado em junho de 2023 sobre irregularidades nos descontos de mensalidades de aposentados e pensionistas, mas não tomou providências imediatas. As informações constam em atas do Conselho Nacional de Previdência Social (CNPS), que Lupi preside.

A falta de ação resultou em uma investigação da Polícia Federal (PF) e da Controladoria-Geral da União (CGU), que deflagraram a operação “Sem Desconto”. A operação investiga fraudes que desviaram mais de R$ 6 bilhões de aposentadorias e pensões.

Durante a reunião do CNPS, a conselheira Tonia Andrea Inocentini Galleti solicitou a inclusão de um debate sobre os Acordos de Cooperação Técnica (ACTs) que permitiam os descontos. Lupi, no entanto, não acatou o pedido, alegando que a pauta já estava definida. Galleti insistiu, mencionando várias denúncias sobre o tema e pedindo dados sobre as entidades envolvidas.

O ministro reconheceu a relevância da solicitação, mas argumentou que seria necessário um levantamento mais detalhado. Ele prometeu que o assunto seria discutido na próxima reunião, o que não ocorreu. O tema só foi abordado novamente em abril de 2024, quando as investigações da CGU já estavam em andamento. Até o momento, Lupi não se manifestou sobre as denúncias.

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