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Bartender trans denuncia assédio sexual em bar de hotel de luxo em São Paulo

Bartender trans do Rabo di Galo é assediada por sócio de empresário, absolvido em processo penal, mas ganha ação civil por transfobia e assédio.

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Uma bartender trans do bar Rabo di Galo, em São Paulo, foi assediada por Alexander Marsh Thomson Payán, sócio de Alex Allard. Após o assédio, que ocorreu em março de 2023, ela registrou um boletim de ocorrência porque o RH do hotel não tomou providências. Thomson foi absolvido em um processo penal por importunação sexual, mesmo com evidências, pois o juiz considerou que o ato durou apenas quatro segundos e não configurou crime. Por outro lado, a bartender ganhou uma ação civil por transfobia e assédio, resultando em uma multa de 80 mil reais. A desembargadora destacou que a empresa não protegeu a funcionária e foi conivente com o agressor. Thomson também enfrentou acusações de assédio de outros funcionários, mas negou qualquer comportamento impróprio. Ele foi demitido do Conselho de Administração após os casos serem revelados. O Rosewood, onde o bar está localizado, afirmou que repudia condutas inapropriadas, mas não comenta casos em andamento na justiça.

Uma bartender trans do bar Rabo di Galo, em São Paulo, registrou um boletim de ocorrência contra Alexander Marsh Thomson Payán, sócio de Alex Allard, após ser assediada em março de 2023. O assédio ocorreu quando Thomson a abraçou por trás e beijou seu pescoço enquanto ela preparava coquetéis. O incidente foi registrado em vídeo, mas o setor de Recursos Humanos do hotel não tomou medidas efetivas, sugerindo apenas um pedido de desculpas.

Após a falta de ação do RH, a bartender foi transferida para outro bar do hotel, onde continuou a ser abordada por Thomson. Ela relatou ter desenvolvido sintomas de burnout, depressão e estresse pós-traumático, levando-a a se afastar do trabalho. Com a ajuda da advogada Kimberly dos Santos, a bartender moveu uma ação civil e ganhou, recebendo uma multa de R$ 80 mil por transfobia e assédio.

Na esfera penal, Thomson foi absolvido de importunação sexual, apesar das evidências. O juiz Augusto Antonini considerou que o ato durou apenas quatro segundos e não configurou crime. A decisão gerou indignação na vítima, que questionou a interpretação do juiz sobre o tempo necessário para caracterizar assédio. Thomson, que também enfrentou acusações de assédio de outros funcionários, negou qualquer comportamento impróprio e afirmou ter sido alvo de acusações falsas.

O bar Rabo di Galo e o Hotel Rosewood se manifestaram, afirmando repúdio a condutas inadequadas, mas não comentaram sobre casos em andamento na justiça. A situação gerou repercussão e levantou questões sobre a proteção de funcionários em casos de assédio.

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