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Allan Turnowski, ex-secretário da Polícia Civil do RJ, se entrega após prisão decretada

Allan Turnowski, ex-secretário da Polícia Civil do RJ, se entrega após reativação de prisão preventiva por corrupção e jogo do bicho.

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Allan Turnowski, ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, se entregou à polícia após ter sua prisão preventiva reativada pelo Supremo Tribunal Federal. Ele é acusado de receber propina e de estar envolvido com o jogo do bicho. Turnowski já havia sido preso em 2022, mas foi solto pouco depois. Agora, ele foi detido novamente ao se apresentar na Corregedoria Interna da Polícia Civil. Sua defesa planeja recorrer da decisão, alegando que o processo estava parado há quase um ano e que ele cumpriu todas as medidas alternativas. Turnowski já foi chefe da Polícia Civil e deixou o cargo em meio a investigações sobre um suposto vazamento de informações. Ele foi novamente nomeado para o cargo em 2020, após articulações de um delegado condenado por obstrução de Justiça. As investigações mostram que Turnowski e outros estavam envolvidos em um esquema de corrupção na segurança pública do Rio.

O ex-secretário da Polícia Civil do Rio de Janeiro, Allan Turnowski, se entregou à polícia na noite de terça-feira, seis de maio, após a reativação de sua prisão preventiva pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Ele é acusado de envolvimento com o jogo do bicho e de receber propina para colaborar com contraventores. Turnowski nega as acusações.

Turnowski foi preso pela primeira vez em setembro de 2022, durante uma operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) que investigou sua ligação com uma organização criminosa. Ele foi solto menos de um mês depois, mas o STF reavaliou sua situação e decidiu restabelecer a prisão preventiva na última quinta-feira, primeiro de maio. A decisão foi tomada pela Segunda Turma do STF, onde a maioria dos ministros votou pela prisão.

O ex-secretário se entregou na Corregedoria Interna da Polícia Civil, onde passou a noite. Sua defesa anunciou que irá recorrer da decisão, alegando que o processo estava paralisado e que todas as medidas alternativas foram cumpridas. Turnowski já havia sido chefe da Polícia Civil entre dois mil e dez e dois mil e onze, durante o governo de Sérgio Cabral.

As investigações revelaram que Turnowski atuava como agente duplo, favorecendo contraventores como Rogério de Andrade e Fernando Iggnácio, assassinado em novembro de 2020. Mensagens de celulares apreendidos com o delegado Maurício Demétrio, já condenado por obstrução de Justiça, indicam a participação de Turnowski em um esquema de corrupção na segurança pública do Rio.

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