A Justiça do Rio convocou o Coronel Nunes para depor sobre sua saúde mental, o que é importante para validar sua assinatura em um acordo que consolidou Ednaldo Rodrigues como presidente da CBF. Se o coronel não provar que está em plenas condições mentais, Ednaldo pode ser afastado. O caso surgiu após ações no STF que questionam a legitimidade do acordo feito em 2025, que envolveu outros dirigentes da CBF. Laudos médicos indicam que Nunes tem problemas cognitivos, e ele passou por uma cirurgia por câncer no cérebro. O desembargador responsável pelo caso determinou que o coronel compareça para avaliação, e se não for comprovada sua capacidade, o acordo pode ser considerado inválido, levando ao afastamento de Ednaldo e à nomeação de um interventor na CBF. A entidade ainda não se manifestou sobre possíveis recursos legais para manter Ednaldo no cargo.
A Justiça do Rio convocou o Coronel Antônio Carlos Nunes para depor na próxima segunda-feira, dia 12 de maio, sobre sua saúde mental. O depoimento é crucial para validar sua assinatura em um acordo que consolidou Ednaldo Rodrigues como presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF). A validade desse acordo é contestada por opositores, que alegam que Nunes pode não estar em condições de assinar documentos devido a problemas de saúde.
Se a Justiça concluir que Nunes não possui capacidade mental plena, Ednaldo Rodrigues poderá ser afastado do cargo. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, já havia decidido que o Tribunal de Justiça do Rio deveria avaliar a legitimidade do acordo que garantiu a presidência de Ednaldo. O coronel, ex-presidente da CBF, passou por uma cirurgia para tratar câncer no cérebro e apresenta laudos médicos que indicam déficit cognitivo.
O desembargador Gabriel de Oliveira Zefiro, responsável pelo caso, destacou que Nunes se declarou portador de neoplasia cerebral maligna e cardiopatia grave em uma ação judicial anterior. O depoimento será realizado na sala de sessões da 21ª Câmara de Direito Privado e pode ocorrer por videoconferência, se solicitado. Caso a assinatura do coronel seja considerada inválida, a Justiça poderá nomear um interventor para a CBF, como já ocorreu em outras situações.
A CBF ainda não se manifestou sobre a possibilidade de recorrer da decisão. A situação gera incertezas sobre a continuidade de Ednaldo Rodrigues à frente da entidade, em meio a um cenário de crise de liderança.
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