Em Alta Copa do Mundo NotíciasFutebol_POLÍTICA_Brasileconomia

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

MPF aponta falhas em licenciamento de exploração de gás na Amazônia e pede suspensão

Perícia do MPF revela subdimensionamento de danos ambientais em projeto de exploração de gás na Amazônia e pede suspensão das atividades da Eneva.

0:00
Carregando...
0:00

Uma perícia do Ministério Público Federal (MPF) revelou que um grande projeto de exploração de gás e petróleo na Amazônia, da empresa Eneva, não considerou adequadamente os danos ambientais e os impactos climáticos. O laudo, de 64 páginas, foi apresentado à Justiça Federal no Amazonas, onde o MPF pede a suspensão do licenciamento e das atividades da empresa, que afetam comunidades tradicionais. A Eneva, que planeja explorar bilhões de metros cúbicos de gás, afirma que seguiu todas as etapas legais para o licenciamento. No entanto, a perícia aponta que a área de influência do projeto foi mal definida e que os impactos ambientais foram subestimados. O estudo de impacto ambiental não mencionou os efeitos climáticos do projeto e não considerou adequadamente a contaminação da água na região. O MPF também questiona a falta de um inventário de emissões de gases de efeito estufa e pede mais informações sobre a contaminação da água e a presença de oleodutos no projeto. A Eneva defende que suas operações ajudam a reduzir emissões de CO2, mas a perícia sugere que os estudos ambientais não foram suficientes para avaliar todos os riscos envolvidos.

Uma perícia do Ministério Público Federal (MPF) questiona o licenciamento de um grande projeto de exploração de gás e petróleo na Amazônia, operado pela Eneva. O laudo, de 64 páginas, destaca o subdimensionamento dos danos ambientais e a ausência de previsão para impactos climáticos. O documento foi protocolado na Justiça Federal do Amazonas, onde o MPF solicita a suspensão das atividades da empresa.

O empreendimento, localizado em Silves e Itapiranga, é considerado o maior na exploração privada de gás e óleo na Amazônia. A Eneva planeja explorar 14,8 bilhões de metros cúbicos de gás no campo de Azulão e 3,6 bilhões de metros cúbicos no campo Tambaqui. O MPF pede que a Eneva e o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) apresentem informações adicionais sobre os impactos levantados na perícia.

O laudo aponta que a área de influência do projeto foi definida de forma inadequada, limitando-se a dois quilômetros dos gasodutos, enquanto outros projetos na região consideraram áreas de até dez quilômetros. O MPF destaca que a exploração pode afetar comunidades ribeirinhas e indígenas, que já relatam contaminação da água.

A Eneva, por sua vez, afirma que não foi notificada sobre a perícia e que seguiu todos os procedimentos legais para o licenciamento. A empresa argumenta que a exploração de gás natural contribui para a redução de emissões de gases de efeito estufa, citando a substituição de usinas a diesel por termelétricas abastecidas por gás.

Os peritos do MPF também criticam a falta de um diagnóstico climático no estudo de impacto ambiental, que não considerou as emissões associadas ao projeto. O MPF requer que a análise dos impactos ambientais seja feita de forma integrada, em vez de fracionada, e que o licenciamento seja realizado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Relacionados:

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais