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Agro defende projeto de licenciamento ambiental sem risco de mais desmatamento

Projeto de lei sobre licenciamento ambiental no Brasil será votado no Senado, gerando polêmica entre agronegócio e ambientalistas.

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O projeto de lei que muda as regras de licenciamento ambiental no Brasil será votado no Senado. Ele está em discussão desde 2004 e quer atualizar uma legislação antiga. A proposta sugere que algumas atividades, como pecuária e obras de infraestrutura, não precisem mais de licenças, o que gera debates entre o agronegócio e ambientalistas. Rodrigo Justos, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, acredita que a mudança não aumentará o desmatamento e que a burocracia atual afasta investidores. O projeto já passou por comissões e agora espera a votação final. No entanto, ambientalistas criticam as mudanças, dizendo que elas podem prejudicar áreas protegidas e comunidades tradicionais. Uma nova licença, chamada Licença por Adesão e Compromisso, permitiria a emissão de licenças sem análise prévia, o que pode causar mais danos ao meio ambiente. A ONG Observatório do Clima considera essa proposta inconstitucional e alerta sobre os riscos para a Lei da Mata Atlântica. Além disso, a redução das etapas de licenciamento pode levar a mais processos judiciais e insegurança para investidores. A bancada do agronegócio tem a chance de ajustar o projeto na Câmara, buscando um equilíbrio entre desenvolvimento e proteção ambiental.

O projeto de lei que altera as regras de licenciamento ambiental no Brasil será votado nesta quarta-feira no plenário do Senado. Em tramitação desde 2004, a proposta busca modernizar a legislação vigente, que tem 44 anos, e gera polêmica entre representantes do agronegócio e ambientalistas.

A nova legislação propõe a dispensa de licenças para diversas atividades, como pecuária extensiva e obras de infraestrutura. Rodrigo Justos, consultor de Meio Ambiente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), defende que a proposta não permitirá mais desmatamento. Justos argumenta que a atual rigidez dos processos licitatórios afugenta investidores e que é necessário um fluxo mais racional e transparente.

O projeto foi aprovado nas comissões de Meio Ambiente e de Agricultura do Senado e agora aguarda votação final. Os senadores Tereza Cristina (PP-MS) e Confúcio Moura (MDB-RO) atuam como relatores. No entanto, ambientalistas criticam as emendas que, segundo eles, pioraram o texto, colocando em risco unidades de conservação e populações tradicionais.

Críticas e Consequências

A proposta também introduz a Licença por Adesão e Compromisso (LAC), que permite a emissão automática de licenças sem análise prévia de órgãos ambientais. Essa mudança é vista como um retrocesso, pois pode intensificar a degradação ambiental. A ONG Observatório do Clima considera o artigo sobre a LAC inconstitucional e alerta para os riscos associados à alteração da Lei da Mata Atlântica.

Além disso, a redução das fases de licenciamento pode aumentar a judicialização de processos, com possíveis atrasos na aprovação de projetos. O Ministério Público deve intensificar contestações, o que pode resultar em mais insegurança jurídica para investidores. A bancada do agronegócio tem a oportunidade de corrigir os problemas na Câmara, buscando um equilíbrio entre desenvolvimento econômico e conservação ambiental.

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