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Érika Marena se aposenta após 22 anos de carreira na Polícia Federal

Delegada Érika Marena se aposenta após 22 anos na Polícia Federal, destacando-se em investigações como Lava Jato e Ouvidos Moucos.

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A delegada Érika Marena, da Polícia Federal, se aposentou voluntariamente após 22 anos de serviço. Sua saída foi publicada no Diário Oficial da União e seu cargo foi declarado vago. Érika, que ocupava o nível mais alto da carreira na PF, teve um papel importante nas operações Lava Jato e Ouvidos Moucos, além de ter sido procuradora do Banco Central. Ela foi responsável por iniciar investigações sobre corrupção na Petrobras e também atuou em casos como o Banestado. Érika deixou o cargo de comando do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional em junho de 2020, após a saída do ex-juiz Sérgio Moro do Ministério da Justiça.

A delegada da Polícia Federal, Érika Marena, anunciou sua aposentadoria voluntária após 22 anos de serviço. Sua saída foi oficializada no Diário Oficial da União nesta quarta-feira, 21 de maio de 2025, e seu cargo foi declarado vago.

Érika Marena, que ocupava o cargo de delegada de classe especial, destacou-se em investigações de grande relevância, como as operações Lava Jato e Ouvidos Moucos. Ela foi fundamental no início da investigação sobre um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo a Petrobras, que teve início em 2003. A operação Lava Jato, que ela nomeou em 2014, se tornou um marco na luta contra a corrupção no Brasil.

Após seu protagonismo na Lava Jato, Érika foi convidada a liderar o Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional (DRCI) durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. O convite partiu do então ministro da Justiça, Sérgio Moro, ex-juiz da Lava Jato. Ela deixou o DRCI em junho de 2020, após a saída de Moro do ministério.

Contribuições e Polêmicas

Além de sua atuação nas operações mencionadas, Érika Marena também esteve envolvida na investigação do caso Banestado, que ocorreu no final dos anos 1990. Sua carreira inclui passagens como procuradora do Banco Central, técnica da Justiça Eleitoral e superintendente da Polícia Federal em Sergipe.

Érika ficou marcada pela solicitação de prisão do ex-reitor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Luiz Carlos Cancellier, durante a operação Ouvidos Moucos. Cancellier cometeu suicídio menos de três semanas após sua detenção, um evento que gerou controvérsias e discussões sobre a condução das investigações.

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