O ex-comandante da Aeronáutica, Carlos de Almeida Baptista Junior, contou em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes que ele e sua família sofreram ataques do general Walter Braga Netto por se opor a uma tentativa de golpe durante o governo Jair Bolsonaro. Baptista Junior disse que os ataques, que incluíam ofensas nas redes sociais, tinham o objetivo de desestabilizá-lo em sua posição contrária à tentativa de impedir a posse do presidente Lula. Ele afirmou que esses ataques foram difíceis, mas que não o influenciaram. O brigadeiro destacou que a falta de apoio unânime das Forças Armadas foi um fator importante para o golpe não ter sucesso. Braga Netto, que já está sendo investigado por obstrução da Justiça, foi identificado como uma das fontes dos ataques.
O ex-comandante da Aeronáutica, brigadeiro Carlos de Almeida Baptista Junior, revelou em depoimento ao ministro Alexandre de Moraes que ele e sua família foram alvo de ataques do general Walter Braga Netto por sua oposição a uma tentativa de golpe durante o governo Jair Bolsonaro. O depoimento ocorreu nesta quarta-feira, 21, e Baptista Junior destacou que os ataques visavam desestabilizá-lo em sua posição contrária à minuta golpista que buscava impedir a posse do presidente Lula.
Durante a audiência, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou o brigadeiro sobre as pressões que enfrentou. Baptista Junior afirmou que os ataques não foram direcionados apenas a ele, mas também à sua família, o que considerou uma situação difícil. Ele identificou Braga Netto como uma das fontes desses ataques, que incluíam ofensas nas redes sociais, onde o ex-ministro se referia a outros generais como “melancias”.
Ataques e Repercussões
Baptista Junior descreveu os ataques como uma tentativa infrutífera de desviá-lo de suas convicções. Ele afirmou que sua posição sempre foi firme e que não seria influenciado por esse tipo de pressão. O brigadeiro também mencionou que, devido aos ataques, teve que fechar sua conta no Twitter, onde continuou a receber ofensas.
Ao ser questionado sobre a razão pela qual a articulação golpista não teve sucesso, Baptista Junior foi claro: não houve participação unânime das Forças Armadas. Essa falta de apoio foi crucial para a não concretização do golpe. Braga Netto, que já teve sua prisão preventiva decretada por Moraes, é investigado por tentar obstruir a Justiça em relação a delações ligadas ao governo anterior.
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