Um juiz federal chamado Brian Murphy decidiu que a administração Trump quebrou uma ordem judicial ao tentar transferir oito detentos para o Sudão do Sul sem dar a eles tempo suficiente para contestar a remoção. Durante uma audiência em Massachusetts, o juiz disse que o aviso de 17 horas era muito curto para que os detentos pudessem falar com seus advogados ou familiares. Ele destacou que a administração não respeitou o direito dos detentos de se defenderem antes de serem enviados para um lugar onde poderiam sofrer tortura. Um oficial da Imigração e Controle de Alfândega informou que os detentos estavam prontos para embarcar em um avião, mas o Departamento de Segurança Interna não confirmou o destino. Murphy também mencionou a possibilidade de responsabilizar criminalmente os oficiais que desrespeitaram a ordem judicial e planeja aumentar o prazo para mais de 24 horas, permitindo que os detentos contestem sua deportação. A administração argumentou que os detentos tiveram chance de se manifestar, mas o juiz discordou, afirmando que a comunicação com advogados era impossível. A situação levanta preocupações sobre o tratamento de detentos e o cumprimento das ordens judiciais em meio às políticas de imigração da administração Trump.
Um juiz federal, Brian Murphy, determinou que a administração Trump violou uma ordem judicial ao tentar transferir oito detentos para o Sudão do Sul sem proporcionar uma oportunidade adequada para contestar a remoção. A decisão foi anunciada durante uma audiência em um tribunal de Massachusetts.
Os detentos, de diversas nacionalidades, foram colocados em um voo na manhã de terça-feira, 17 horas antes da transferência. Murphy destacou que esse prazo era insuficiente para que os indivíduos pudessem contatar seus advogados ou familiares. O juiz afirmou que a administração não respeitou o direito dos detentos de contestar a remoção para um país onde poderiam enfrentar tortura.
Durante a audiência, um oficial da Imigração e Controle de Alfândega (ICE) informou que os detentos estavam “sentados em um avião”. No entanto, a Segurança Interna (DHS) não confirmou o destino do voo, embora um comunicado tenha sido divulgado com informações sobre os indivíduos a bordo, incluindo migrantes de Cuba, Laos e México.
Murphy indicou que poderia considerar a possibilidade de responsabilizar criminalmente os oficiais da administração por desrespeito à ordem judicial. Ele também planeja estabelecer um novo prazo, superior a 24 horas, para que os detentos possam contestar sua deportação. A administração defendeu que os detentos tiveram a oportunidade de se manifestar, mas o juiz contestou essa afirmação, ressaltando que a comunicação com advogados era inviável.
A situação levanta questões sobre o tratamento de detentos e o cumprimento das ordens judiciais, em meio a um contexto de políticas de imigração agressivas da administração Trump.
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