O presidente Lula tentou resolver a briga entre seu ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, antes de sua viagem à Rússia e China. No entanto, a viagem não trouxe resultados positivos, pois não houve aproximação entre os dois. Alcolumbre continua pressionando pela demissão de Silveira e quer influenciar as indicações na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). A rixa entre eles já dura meses e atrapalha a governabilidade, com Alcolumbre afirmando que não descansará até conseguir a saída do ministro. Ele já pediu diretamente a Lula a demissão de Silveira e está tentando ocupar uma vaga na Aneel com um candidato de seu grupo. Silveira, por sua vez, disse que abriria mão de suas indicações, mas precisava do aval de Lula. Até agora, a Casa Civil não enviou novos nomes ao Senado, e Alcolumbre aproveita a situação para buscar mais poder e cargos. Enquanto isso, Silveira se mantém no cargo, mas sua influência diminui com o tempo.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, enfrenta uma crise de governabilidade devido à rixa entre seu ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre. A tensão, que já dura meses, impede avanços em questões importantes no Congresso, como a indicação de diretores para agências reguladoras.
Durante a recente visita oficial à Rússia e à China, não houve aproximação entre Silveira e Alcolumbre. Fontes indicam que o presidente do Senado continua a pressionar pela demissão do ministro e busca influenciar as indicações na Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel). Alcolumbre, que já pediu a demissão de Silveira diretamente a Lula, mantém sua posição intransigente.
A disputa entre os dois se intensificou, especialmente após Alcolumbre ter classificado Silveira como corrupto em um encontro com lideranças do União Brasil. A relação deteriorou-se desde que Alcolumbre assumiu a presidência do Senado, rompendo acordos de divisão de poder no setor de energia. O embate também reflete interesses de grandes nomes do mercado de energia, como Carlos Suarez, que se opõe à aquisição de térmicas da Eletrobrás.
Alcolumbre tem exigido que uma das vagas na Aneel seja ocupada por Willamy Frota, ligado a ele e ao senador Eduardo Braga. Silveira, que anteriormente defendia a indicação de seu secretário nacional de Energia Elétrica, Gentil Nogueira de Sá Junior, teria sinalizado a Alcolumbre que abriria mão de suas indicações, mas necessitava do aval de Lula. Até o momento, a Casa Civil não enviou novos nomes ao Senado.
Enquanto a situação se arrasta, Alcolumbre aproveita a fragilidade do governo para expandir sua influência, como demonstrado pela recente nomeação do novo presidente da Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco (Codevasf). A rixa entre Silveira e Alcolumbre, embora custosa para o governo, se tornou uma oportunidade para o presidente do Senado.
Entre na conversa da comunidade