A Polícia Federal começou a segunda fase da Operação Loris, que investiga Eduardo Monteiro Wanderley e a Petra Gold por crimes financeiros. Os agentes estão fazendo buscas na casa de Wanderley, em Botafogo, para encontrar mais obras de arte e verificar a venda das peças que já foram apreendidas. Ele é acusado de emitir debêntures ilegalmente e de estar envolvido em um esquema Ponzi, onde o dinheiro de novos investidores era usado para pagar os antigos. A operação anterior resultou no sequestro de R$ 300 milhões em bens de Wanderley. A Petra Gold já havia sido alvo de investigações anteriores por estelionato e organização criminosa, e a Comissão de Valores Mobiliários havia determinado que a empresa não poderia mais oferecer debêntures.
A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira, a segunda fase da Operação Loris, que investiga Eduardo Monteiro Wanderley e a Petra Gold por emissão ilegal de debêntures e um esquema Ponzi. A ação inclui buscas na residência de Wanderley, localizada em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro, para localizar mais obras de arte e apurar a venda das peças apreendidas anteriormente.
Eduardo Monteiro Wanderley, CEO da Petra Gold Serviços Financeiros S.A., era o depositário fiel das obras de arte, com a responsabilidade de guardá-las. A operação visa identificar outras peças que possam ser objeto de apreensão. A investigação aponta que o grupo econômico liderado por Wanderley captou centenas de milhões de reais por meio da emissão de debêntures sem autorização da Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A organização criminosa também patrocinou eventos e adquiriu o Teatro Leblon, em 2019, para promover sua imagem. O espaço foi fechado em 2022, após perder apoio. A Polícia Federal afirma que Wanderley pode responder por lavagem de dinheiro e emissão ilegal de debêntures. A defesa do empresário não foi localizada até o momento.
Na primeira fase da Operação Loris, em dezembro de 2023, a Justiça determinou o sequestro de bens de Wanderley no valor de R$ 300 milhões. Relatórios da CVM indicam que a Petra Gold operava como um esquema Ponzi, onde os primeiros investidores eram pagos com recursos de novas emissões. Quando o esquema entrou em colapso, a empresa deixou de pagar funcionários e investidores, totalizando um prejuízo que poderia ultrapassar R$ 3,5 milhões.
A operação, cujo nome se refere ao único primata venenoso, destaca a aparência enganosa do esquema, que ocultava os riscos envolvidos.
Entre na conversa da comunidade