O Rio de Janeiro agora tem um novo bairro chamado Argentino, que é o menor da cidade, com cerca de 27 mil metros quadrados. A criação desse bairro foi resultado da luta de 515 famílias que viviam na área e queriam o reconhecimento oficial do lugar, que já existia na prática. O prefeito Eduardo Paes sancionou a lei que oficializa o bairro, que fica na Zona Norte, entre a Avenida Meriti e a Estrada do Quitungo. Antes, essa região era considerada parte de Brás de Pina e enfrentava problemas como a recusa de motoristas de aplicativo e dificuldades com serviços públicos. A nova unidade busca mudar essa situação e melhorar a autoestima dos moradores, que se sentiam ignorados. O nome “Argentino” vem de um antigo proprietário da terra, e não tem relação com o país. A criação do bairro pode ajudar a aumentar o valor dos imóveis na área, já que a mudança de status pode trazer novas oportunidades de comércio e serviços. Especialistas alertam, no entanto, que isso não resolve todos os problemas de segurança e exclusão que a região enfrenta.
O Rio de Janeiro agora conta com o menor bairro da cidade, o Argentino, na Zona Norte. O prefeito Eduardo Paes sancionou a criação do novo bairro, que abrange uma área de 27 mil metros quadrados e é resultado da luta de 515 famílias que buscavam o reconhecimento oficial de seu território.
O Argentino, que se torna o 166º bairro carioca, foi oficialmente registrado no Diário Oficial. Localizado entre a Avenida Meriti e a Estrada do Quitungo, o bairro inclui pontos importantes como o Shopping 3.000 e a Escola Municipal Marcílio Dias. A origem do nome remete a Argentino Lamas, um loteador da região nos anos 1960.
Mobilização e Reconhecimento
A criação do bairro é fruto da mobilização dos moradores, que enfrentavam dificuldades devido à falta de reconhecimento. Antes, a área era considerada parte de Brás de Pina, o que gerava problemas como a recusa de motoristas de aplicativo e a desvalorização dos imóveis. A vereadora Rosa Fernandes (PSD), autora do projeto, destacou que a nova designação devolve a autoestima da comunidade e melhora a prestação de serviços.
Moradores relatam que a criação do Argentino pode ajudar a romper com o estigma de violência que cercava a região. A nova divisão administrativa visa facilitar o acesso a serviços essenciais, que eram prejudicados pela indefinição territorial. A moradora Iza Ferreira afirmou que a mudança de nome e a criação de um novo CEP podem alterar a percepção sobre a área.
Impactos Econômicos
A oficialização do bairro pode impactar diretamente o valor dos imóveis na região. A mudança no status territorial pode levar a uma revisão do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU), que é calculado com base no valor venal dos imóveis. Especialistas indicam que a nova classificação pode permitir um aumento no valor dos imóveis, especialmente se houver mudanças nas diretrizes urbanísticas.
A área do Argentino é atualmente classificada como Zona Residencial Multifamiliar (ZRM), limitando seu uso a habitação coletiva. No entanto, se houver uma reclassificação para Zona de Uso Misto (ZUM), a valorização dos imóveis pode ser significativa, atraindo novos comércios e serviços. A criação do bairro, portanto, não apenas reconhece a identidade local, mas também abre possibilidades para o desenvolvimento econômico da região.
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