A família de Letycia Peixoto Fonseca, que foi assassinada em março de 2023 enquanto estava grávida de 8 meses, protestou em frente ao Fórum de Campos dos Goytacazes devido ao adiamento do julgamento dos réus envolvidos no crime. A sessão do tribunal do júri, que seria a fase final do caso, foi adiada a pedido da defesa de Gabriel Machado Leite, apontado como intermediário do crime, que alegou não ter tempo suficiente para preparar a defesa. O juiz aceitou o pedido para não prejudicar a defesa do réu. Além de Gabriel, outros dois homens que atiraram em Letycia também seriam julgados. O mandante do crime, Diogo Viola de Nadai, será julgado separadamente. A mãe de Letycia, que também foi baleada no ataque, afirmou que continuará buscando justiça, destacando a falha do sistema judicial. O crime ocorreu quando Letycia estava deixando sua mãe e uma tia, e ela foi surpreendida por dois homens em uma moto que abriram fogo. Letycia morreu, e seu bebê, que nasceu no hospital, faleceu no dia seguinte. As investigações mostraram que Diogo, que era casado, tinha um relacionamento conturbado com Letycia e pesquisou sobre o assassinato dela em seu celular.
A família da engenheira Letycia Peixoto Fonseca, assassinada em março de 2023, protestou nesta quarta-feira em frente ao Fórum de Campos dos Goytacazes. O ato foi motivado pelo adiamento do julgamento de três réus no caso, que estava previsto para ocorrer. A defesa de Gabriel Machado Leite, apontado como intermediário do crime, solicitou o adiamento, alegando falta de tempo para preparar a defesa.
O juiz Adones Henrique Silva Ambrosio Vieira acatou o pedido, justificando que a decisão visava evitar prejuízos à defesa técnica do réu. Além de Gabriel, seriam julgados Dayson dos Santos Nascimento e Fabiano Conceição Silva, que estavam na moto durante o ataque. O mandante do crime, Diogo Viola de Nadai, teve seu processo desmembrado e será julgado separadamente.
Cintia Peixoto Fonseca, mãe de Letycia, expressou sua indignação: “Enquanto eu estiver viva, vou buscar essa justiça, porque, infelizmente, nossa Justiça ainda é muito falha.” Letycia, de 31 anos e grávida de oito meses, foi morta a tiros enquanto deixava sua mãe e uma tia. O bebê, Hugo, nasceu no hospital, mas faleceu no dia seguinte.
As investigações revelaram que Diogo, casado com outra mulher, pesquisou sobre o assassinato de Letycia em seu telefone. A relação conturbada entre eles foi considerada crucial para a decisão de cometer o crime. Parentes da vítima descreveram Diogo como “ciumento, possessivo e controlador.” O juiz da 1ª Vara Criminal aceitou as acusações contra os quatro réus.
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