O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pediu ao governo para convocar 200 candidatos do cadastro de reserva do último concurso para auditores. O objetivo é preencher vagas até 2025, com um custo estimado de R$ 5,8 milhões. Galípolo destacou que a equipe do Banco Central está diminuindo, com apenas 3.166 servidores, menos da metade dos 6.470 cargos que deveriam existir. Essa redução é causada por aposentadorias e a falta de novos concursos. O último concurso tem validade de seis meses, o que torna a convocação urgente. O ofício foi enviado antes de uma reunião entre Galípolo e a ministra Esther Dweck, que ainda está avaliando a solicitação devido a restrições orçamentárias. A gestão anterior já havia usado a diminuição do quadro de funcionários para justificar uma proposta de emenda à Constituição que busca mais autonomia para o Banco Central. Galípolo, próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende melhores condições para os servidores e se reuniu com senadores para discutir ajustes na proposta, que está parada no Senado.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, solicitou ao governo a convocação de 200 candidatos do cadastro de reserva do último concurso para auditores. O pedido, feito em ofício à ministra Esther Dweck, visa preencher vagas até 2025 e tem um impacto orçamentário estimado de R$ 5,8 milhões.
Galípolo argumenta que a medida é crucial para a preservação da capacidade operacional do Banco Central e para garantir a continuidade das ações essenciais da autarquia. O ofício destaca que a força de trabalho do BC tem diminuído significativamente, com 3.166 servidores atualmente, menos da metade dos 6.470 cargos previstos em lei. Essa redução é resultado de aposentadorias e da falta de novos concursos.
A validade do último concurso é de seis meses, o que reforça a urgência da convocação. O presidente do BC alerta que a diminuição do quadro de funcionários pode comprometer o funcionamento do Sistema Financeiro Nacional e o desenvolvimento de novas competências atribuídas à instituição. Desde 2014, o número de servidores ativos caiu de 4.081 para o atual patamar.
Reunião com o Governo
O ofício foi enviado no dia 6 de maio, antes de uma reunião entre Galípolo e Dweck. Na ocasião, a demanda por novos servidores foi discutida, mas a ministra ainda avalia a solicitação, considerando as restrições orçamentárias do governo. O governo analisará os pedidos de convocação após a posse de todos os candidatos aprovados em outros concursos.
A gestão anterior, sob Roberto Campos Neto, usou a redução do quadro de funcionários como argumento para a aprovação de uma proposta de emenda à Constituição que busca autonomia financeira e orçamentária para o Banco Central. Galípolo, que é próximo ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defende a necessidade de garantir condições adequadas para que os servidores desempenhem suas funções. Recentemente, ele se reuniu com senadores para discutir ajustes na PEC, que está parada na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado.
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