O governo Lula anunciou um congelamento orçamentário de R$ 31,3 bilhões e um aumento do IOF, com o objetivo de controlar um déficit projetado de R$ 72,68 bilhões para 2023. O ministro dos Transportes, Renan Filho, antecipou essas medidas, causando confusão interna. Após o anúncio, o mercado reagiu negativamente, com a Bolsa caindo e o dólar se valorizando. O aumento do IOF deve arrecadar R$ 20 bilhões a mais neste ano. A Bolsa fechou com uma queda de 0,44%, enquanto o dólar subiu 0,32%, cotado a R$ 5,661. A equipe econômica busca equilibrar receitas e despesas, mas as projeções atuais indicam um déficit maior do que o permitido pelo Congresso.
O governo Lula anunciou um congelamento orçamentário de R$ 31,3 bilhões e um aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), com o objetivo de cumprir as metas fiscais, que preveem um déficit de R$ 72,68 bilhões para 2023. As medidas foram antecipadas pelo ministro dos Transportes, Renan Filho, gerando confusão interna.
A antecipação do anúncio, que deveria ser feito pela equipe econômica, levou a uma reação negativa do mercado. A Bolsa de Valores caiu e o dólar se valorizou após o anúncio do aumento do IOF, que visa arrecadar R$ 20 bilhões adicionais neste ano. O colunista Felipe Salto, do UOL, destacou que a desorganização na comunicação do governo prejudicou a percepção das medidas, que, em essência, são positivas.
O congelamento de R$ 20,7 bilhões e o bloqueio de R$ 10,6 bilhões fazem parte do primeiro Relatório Bimestral de Receitas e Despesas de 2023. O documento, que deveria ter sido divulgado em março, orienta a distribuição dos gastos entre os ministérios. Renan Filho fez o anúncio após um leilão da rodovia BR-163, sem detalhes sobre os impactos do IOF.
Reação do Mercado
Após o anúncio, a Bolsa ultrapassou os 138 mil pontos, mas logo caiu, fechando com uma queda de 0,44%. O dólar, que inicialmente caiu, fechou em alta de 0,32%, cotado a R$ 5,661. A insatisfação do mercado se deve à combinação do aumento do IOF e à expectativa de aumento das despesas, além da queda na arrecadação federal.
A equipe econômica busca o fim do déficit primário, com receitas e despesas equivalentes, respeitando um intervalo de tolerância de R$ 31 bilhões, ou 0,25% do PIB. As projeções atuais indicam um déficit de R$ 72,68 bilhões, superando o limite estabelecido pelo Congresso, que prevê um déficit de R$ 40,4 bilhões.
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