A administração Trump decidiu que a Universidade Harvard não pode mais matricular estudantes internacionais, afetando cerca de 6.800 alunos. A secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, disse que a universidade não forneceu informações sobre esses alunos. Agora, os estudantes internacionais precisam se transferir para outras instituições ou perder seu status legal nos Estados Unidos. Essa decisão acontece em meio a tensões entre Harvard e o governo, que já cortou US$ 2,2 bilhões em financiamento federal, alegando discriminação. Harvard considera a ação ilegal e uma retaliação por não ceder às pressões do governo. A universidade afirma que a presença de alunos internacionais é importante para sua missão. Noem também afirmou que a matrícula de estudantes estrangeiros é um “privilégio” e não um “direito”, mencionando que Harvard não fez o suficiente para combater o antissemitismo. Harvard já entrou com uma ação judicial em Boston, alegando que a decisão do governo viola a Constituição e busca reverter a proibição. A situação reflete um clima de tensão nas universidades americanas sobre imigração e liberdade acadêmica.
A administração Trump revogou, na quinta-feira (22), a capacidade da Universidade Harvard de matricular estudantes internacionais, afetando cerca de 6.800 alunos. A decisão foi anunciada pela secretária de Segurança Interna, Kristi Noem, que alegou que a universidade não atendeu a solicitações de informações sobre seus alunos estrangeiros.
Com essa medida, os estudantes internacionais devem se transferir para outras instituições ou perder seu status legal nos Estados Unidos. A revogação ocorre em um contexto de tensões entre Harvard e o governo, que já havia cortado US$ 2,2 bilhões em financiamento federal, alegando discriminação no campus. Harvard, por sua vez, considera a ação ilegal e uma retaliação por sua resistência a ceder às pressões governamentais.
Impacto nos Estudantes
A mudança afeta diretamente a diversidade acadêmica da instituição, que conta com 27% de seu corpo discente composto por alunos internacionais. Harvard já se manifestou, afirmando que a presença desses estudantes é crucial para sua missão educacional e de pesquisa. A universidade está mobilizando esforços para apoiar os alunos afetados pela decisão.
A secretária Noem afirmou que a matrícula de estudantes estrangeiros é um “privilégio”, não um “direito”, e que Harvard não fez o suficiente para combater o antissemitismo em seu campus. A universidade refutou essas alegações, destacando que já implementou medidas para enfrentar essas preocupações.
Ação Judicial
Em resposta à revogação, Harvard entrou com uma ação judicial no tribunal federal de Boston, argumentando que a decisão do governo representa uma “violação flagrante” da Constituição. A universidade busca reverter a proibição e proteger os direitos de seus alunos internacionais, que desempenham um papel vital na comunidade acadêmica.
A disputa entre Harvard e a administração Trump reflete um clima de crescente tensão nas universidades americanas, especialmente em relação a políticas de imigração e liberdade acadêmica. A situação continua a se desenvolver, com possíveis desdobramentos financeiros e acadêmicos para a instituição e seus alunos.
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