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Detector de mentiras é usado como ferramenta de controle no Departamento de Segurança Interna

DHS intensifica uso de polígrafo para investigar vazamentos, criando clima de medo entre funcionários e gerando demissões.

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O Departamento de Segurança Interna dos EUA, liderado por Kristi Noem, começou a usar testes de polígrafo para descobrir vazamentos de informações à imprensa. Essa prática, que já era polêmica antes, agora cria um ambiente de medo entre os funcionários. Os testes podem durar de 90 minutos a 4 horas e são feitos em salas de interrogatório, onde os funcionários respondem a perguntas sobre contatos com a mídia. Muitos vazamentos investigados não envolvem informações sigilosas. Funcionários de diferentes níveis, incluindo assessores de imprensa, estão sendo convocados para esses testes, o que gera incerteza. A porta-voz do DHS afirmou que a agência usará suas autoridades para combater vazamentos, sem se importar com o cargo do funcionário. Relatos indicam que o uso do polígrafo dessa forma é inédito e muitos funcionários estão confusos sobre como são escolhidos para os testes. Alguns foram colocados em licença administrativa e outros pediram demissão. A vice-diretora da Agência de Imigração e Alfândega frequentemente ameaça funcionários com a possibilidade de testes, e até o diretor interino da Agência Federal de Gestão de Emergências foi demitido após ser submetido ao exame. O FBI e o Departamento de Defesa também têm usado testes de polígrafo para investigar vazamentos, mostrando uma tendência de maior controle sobre a comunicação interna nas agências governamentais.

O Departamento de Segurança Interna (DHS) dos Estados Unidos, sob a liderança da secretária Kristi Noem, intensificou o uso de testes de polígrafo para identificar vazamentos de informações à imprensa. Essa prática, que já era controversa em administrações anteriores, agora gera um clima de intimidação entre os funcionários.

Os testes, que podem durar de 90 minutos a até 4 horas, são realizados em salas de interrogatório, onde os funcionários são monitorados enquanto respondem a perguntas sobre possíveis contatos com a mídia. Relatos indicam que muitos dos vazamentos investigados não envolvem informações confidenciais. A divisão responsável pelos testes é uma parte discreta da Administração de Segurança dos Transportes (TSA).

Funcionários de diversas hierarquias, incluindo assessores de imprensa, têm sido convocados para os exames, levando a um ambiente de incerteza e medo. A porta-voz do DHS, Tricia McLaughlin, afirmou que a agência não hesitará em usar suas autoridades para combater vazamentos, independentemente do cargo ou status do funcionário.

Clima de Intimidação

Os relatos de funcionários indicam que nunca viram o polígrafo ser utilizado dessa forma em administrações anteriores. Muitos expressam confusão sobre os critérios de seleção para os testes, o que contribui para um clima de arbitrariedade. Alguns funcionários foram colocados em licença administrativa após os testes, enquanto outros optaram por pedir demissão.

A vice-diretora da Agência de Imigração e Alfândega (ICE), Madison Sheahan, é mencionada como alguém que frequentemente ameaça funcionários com a possibilidade de testes de polígrafo. O uso do polígrafo também afetou altos cargos, como o diretor interino da Agência Federal de Gestão de Emergências (FEMA), que foi demitido após ser submetido ao exame.

Além disso, o FBI e o Departamento de Defesa também têm utilizado testes de polígrafo em funcionários suspeitos de vazamentos, refletindo uma tendência mais ampla de vigilância e controle sobre a comunicação interna nas agências governamentais.

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