O deputado Lindbergh Farias, do PT, pediu a prisão do deputado Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos, por supostamente ameaçar a soberania nacional. Lindbergh acusa Eduardo de se reunir com políticos americanos para tentar conseguir sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF. O pedido foi feito após Marco Rubio, secretário de Estado dos EUA, mencionar a possibilidade de sanções contra Moraes. Lindbergh afirma que Eduardo está tentando deslegitimar o STF e interferir nas investigações sobre tentativas de golpe no Brasil. Em resposta, Eduardo disse que o pedido de prisão é uma prova de que o Judiciário brasileiro está sendo usado politicamente.
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) protocolou um pedido de prisão preventiva contra Eduardo Bolsonaro (PL-SP) na Procuradoria-Geral da República (PGR). A acusação é de atentado à soberania nacional e coação, após Eduardo articular sanções ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), com políticos americanos.
A representação foi feita em resposta a declarações do secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que mencionou a possibilidade de sanções contra Moraes. Lindbergh afirmou que Eduardo, atualmente residindo nos Estados Unidos, tem se reunido com parlamentares republicanos para pressionar o governo americano contra o STF.
“A campanha sórdida de Eduardo Bolsonaro revela a estratégia da extrema-direita brasileira”, disse Lindbergh em suas redes sociais. Ele criticou o uso do mandato para conspirar contra o Brasil e afirmou que não aceitará interferências no Judiciário.
Eduardo Bolsonaro, por sua vez, reagiu ao pedido de prisão, afirmando que o PT está provando que o Judiciário brasileiro foi “sequestrado” por Moraes. Ele alegou que a Justiça serve como um instrumento político da esquerda para perseguir a oposição.
O embate entre Lindbergh e Eduardo não é novo. Em janeiro, Lindbergh já havia solicitado a apreensão do passaporte de Eduardo, que estava licenciado e morando nos EUA. Na época, o pedido foi rejeitado por Moraes após orientação da PGR.
A atual representação de Lindbergh destaca uma ofensiva articulada contra o STF, visando deslegitimar investigações que envolvem Eduardo e aliados na tentativa de golpe de Estado. “Existem indícios suficientes para sustentar a decretação da prisão preventiva”, afirmou Lindbergh.
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