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Mourão nega participação em reuniões sobre plano de golpe e descarta intervenção

Senador Hamilton Mourão depõe no STF e nega envolvimento em trama golpista, afirmando desconhecer reuniões sobre o assunto e elogiando aliados.

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O senador Hamilton Mourão, ex-vice-presidente, prestou depoimento no Supremo Tribunal Federal como testemunha de defesa em investigações sobre uma suposta tentativa de golpe durante o governo de Jair Bolsonaro. Ele negou saber de reuniões que discutiram um golpe e afirmou que ficou sabendo dos ataques de 8 de janeiro pela televisão. Mourão disse que não participou de conversas sobre um plano golpista e considerou a intervenção militar inviável. Ele relatou que estava em casa quando soube dos ataques e que havia um plano para acionar forças de segurança. Mourão elogiou Walter Braga Netto e Mauro Cid, afirmando que não tinha críticas à atuação de Cid e que o conhecia desde a infância. O depoimento é parte de uma investigação maior sobre os eventos do final do governo Bolsonaro.

O senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS) prestou depoimento nesta sexta-feira no Supremo Tribunal Federal (STF) como testemunha de defesa em processos que investigam uma suposta trama golpista durante o governo de Jair Bolsonaro. Mourão negou ter conhecimento sobre reuniões que discutiram um golpe de Estado e afirmou que soube dos ataques de 8 de janeiro pela televisão.

Durante seu depoimento, Mourão declarou: “Não fui convocado para nenhuma reunião e soube delas apenas pela imprensa.” Ele enfatizou que não participou de conversas sobre um plano golpista e que considerava a intervenção militar “totalmente inviável.” O ex-vice-presidente também comentou sobre sua relação com Walter Braga Netto, elogiando sua carreira militar e destacando o contato que tiveram durante o governo Bolsonaro.

Ataques de 8 de Janeiro

Mourão relatou que estava em sua casa em Brasília no dia dos ataques à Praça dos Três Poderes. “Tomei conhecimento da baderna que estava ocorrendo porque meu filho me telefonou,” disse. Ele ressaltou que, ao perceber uma ameaça, havia um planejamento para acionar forças militares e policiais para evitar tumultos.

O senador também se referiu a Mauro Cid, ex-auxiliar presidencial, como alguém que sempre se comportou de maneira respeitosa. Mourão afirmou que não tinha críticas à atuação de Cid durante o mandato de Bolsonaro, reforçando que o conhecia desde a infância.

Investigação em Andamento

O depoimento de Mourão faz parte de uma investigação mais ampla sobre os eventos que cercaram o final do governo Bolsonaro. O procurador-geral da República, Paulo Gonet, questionou Mourão sobre uma suposta reunião com generais e Bolsonaro, mas o senador negou a existência desse encontro. Apesar de conversas que sugerem o contrário, Mourão reafirmou que não participou de discussões sobre um golpe.

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