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Lula destaca desafios da reforma do setor elétrico e redução das contas de luz

Reforma elétrica de Lula enfrenta resistência no Congresso; proposta visa reduzir contas de luz para 60 milhões de brasileiros.

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que a Medida Provisória para reformar o setor elétrico do Brasil é difícil de aprovar no Congresso, principalmente por ter um foco social. A proposta, que pode reduzir as contas de luz para até 60 milhões de pessoas, foi enviada ao Congresso e deve ser amplamente debatida. Lula comentou que sempre que se tenta ajudar os mais pobres, surgem resistências de quem se opõe a aumentar os pagamentos dos mais ricos. Ele destacou a importância da colaboração do Congresso para que a reforma mantenha seus objetivos. O presidente também mencionou que os efeitos da medida devem começar a valer em junho, mas ainda precisa passar pela análise dos parlamentares. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que haverá um debate detalhado sobre a proposta.

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, afirmou nesta quarta-feira que a Medida Provisória (MP) para a reforma do setor elétrico brasileiro enfrenta dificuldades para ser aprovada no Congresso Nacional. A proposta, elaborada pelo Ministério de Minas e Energia (MME), visa a redução das contas de luz para até 60 milhões de pessoas.

Lula destacou que a resistência a essa medida se deve ao seu cunho social, afirmando: “Não é uma coisa fácil de ser aprovada no Congresso Nacional. Toda vez que a gente quer promover o pobre e aumentar um pouquinho o pagamento dos ricos, tem muita gente contra.” A MP foi enviada ao Congresso na semana passada, após uma reunião entre Lula e os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara, Hugo Motta.

Debate no Congresso

O presidente enfatizou a importância da colaboração do Congresso para que os ideais da reforma sejam mantidos durante a análise. “O governo não tem a primazia de fazer a medida provisória perfeita. O governo faz aquilo que a sua inteligência permite”, disse Lula. Ele acrescentou que a reforma deve começar a valer a partir de junho, mas ainda precisa passar pela avaliação do Congresso.

Hugo Motta afirmou que haverá um debate amplo sobre a medida, destacando a necessidade de uma discussão técnica entre senadores e deputados. “Nós iremos ao lado do senador Davi, poder, com a comissão mista, fazer uma ampla discussão sobre o tema”, afirmou Motta, ressaltando a complexidade da proposta.

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