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Grupo de militares é acusado de planejar assassinatos e espionagem de autoridades

Grupo de militares e civis, "Comando C4", planejava assassinatos de autoridades, incluindo o senador Rodrigo Pacheco, revela PF.

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O grupo “Comando C4”, que envolvia militares e civis, foi desarticulado pela Polícia Federal por atividades de espionagem e homicídios, com alvos como autoridades do STF. Recentemente, surgiram anotações do coronel Etevaldo Caçadini, que incluíam planos para assassinar o senador Rodrigo Pacheco e uma tabela de preços para execuções, mostrando a gravidade da situação. O ministro do STF, Cristiano Zanin, destacou que o grupo tinha um potencial de letalidade imensurável e que era perigoso deixá-los em liberdade. A organização, que se apresentava como uma empresa de segurança, na verdade realizava atividades ilegais. A PF prendeu cinco pessoas e encontrou uma tabela de preços para assassinatos, variando de 50 mil reais para pessoas comuns a 250 mil para ministros do STF. Caçadini, que já tinha um histórico de violência e apoio a Jair Bolsonaro, foi preso em janeiro de 2023 e é suspeito de envolvimento em outros crimes, incluindo o assassinato do advogado Roberto Zampieri. A investigação revelou que o grupo mantinha um arsenal de armas e tinha um sistema de comunicação paralelo, além de indícios de corrupção no Judiciário.

O grupo Comando C4, composto por militares e civis, foi desarticulado pela Polícia Federal por envolvimento em espionagem e homicídios. Recentemente, foram descobertas anotações do coronel Etevaldo Caçadini, que continham planos para assassinar o senador Rodrigo Pacheco e uma tabela de preços para execuções.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Cristiano Zanin, destacou que o grupo tinha “letalidade potencial imensurável”. A organização, que se apresentava como uma empresa de segurança privada, operava ilegalmente, com capacidade de identificação e monitoramento de alvos. Zanin alertou sobre o risco de fuga dos integrantes, que possuem treinamento militar e recursos para ocultação.

A tabela apreendida pela Polícia Federal indicava valores para assassinatos, variando de R$ 50 mil para pessoas comuns a R$ 250 mil para ministros do STF. Os alvos incluíam Zanin, Alexandre de Moraes e o ex-presidente do Senado, Rodrigo Pacheco. As anotações de Caçadini também revelaram detalhes sobre o veículo do senador e distâncias em quilômetros.

A operação da Polícia Federal foi baseada em documentos encontrados na residência de Caçadini, preso desde janeiro de 2023. Ele é suspeito de envolvimento no assassinato do advogado Roberto Zampieri, ocorrido em Cuiabá. As investigações revelaram indícios de corrupção envolvendo servidores de tribunais superiores.

O arsenal apreendido incluía cinco fuzis, 15 pistolas, explosivos e veículos para fuga. O coronel Caçadini, conhecido por seus posicionamentos radicais, já havia sugerido a criação de um grupo de extermínio durante sua atuação como subsecretário de Segurança. A Polícia Federal encontrou fotos de cadáveres e comentários de integrantes da organização, celebrando os homicídios realizados.

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