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CNTE decide realizar marcha em protesto e discute boicote às eleições judiciais

Tensão entre a CNTE e o governo mexicano cresce após reunião sem acordo. Marcha e possível boicote às eleições judiciais estão em pauta.

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Após uma reunião longa e tensa, a CNTE não conseguiu chegar a um acordo sobre como responder ao governo mexicano. O sindicato está dividido sobre a participação nas eleições judiciais e decidiu realizar uma marcha em protesto na sexta-feira em Cidade do México, além de outras manifestações em diferentes estados. A possibilidade de boicotar as eleições foi discutida, especialmente entre os membros mais radicais, mas ainda não há consenso. O governo se manteve em silêncio, exceto por alguns comunicados, e expressou preocupação com a falta de aulas para as crianças. As negociações sobre pensões estão paradas, e os professores querem que as pensões voltem a ser geridas pelo setor público, enquanto o governo oferece propostas que não atendem completamente às suas demandas. As mobilizações continuarão até que uma nova reunião da CNTE ocorra no sábado, véspera das eleições.

A Coordinadora Nacional de Trabajadores de la Educación (CNTE) decidiu realizar uma marcha em protesto nesta sexta-feira, após uma reunião sem consenso com o governo mexicano. O encontro, que durou oito horas, não resultou em um acordo sobre as negociações relacionadas às condições de trabalho e aposentadorias dos professores.

Os professores se dividiram sobre a possibilidade de boicotar as eleições judiciais programadas para domingo. A marcha começará às 9h, partindo do Ângel de la Independencia em direção ao Zócalo na Cidade do México, e será replicada em diversos estados com bloqueios. A delegação de Oaxaca, que possui forte apoio local, é uma das que defende uma postura mais combativa.

O governo, por sua vez, se manteve em silêncio durante a maior parte do dia, exceto por alguns comunicados reiterando sua posição nas negociações. O secretário de Educação, Mario Delgado, expressou preocupação com a falta de aulas, afirmando que a situação é injusta para as crianças e suas famílias. A presidente Claudia Sheinbaum não se pronunciou sobre o assunto, aguardando uma posição da CNTE.

Tensão nas Negociações

As negociações entre a CNTE e o governo estão estagnadas, especialmente em relação às pensões dos trabalhadores públicos. Desde a reforma de dois mil e sete, as pensões são geridas principalmente por administradoras privadas. A proposta do governo inclui um aumento salarial de dez por cento e a ampliação das férias, mas os professores consideram essas medidas insuficientes.

A assembleia da CNTE se reunirá novamente no sábado, véspera das eleições, e a ameaça de boicote pode ser discutida novamente. A mobilização desta sexta-feira busca unir todas as delegações e fortalecer a pressão sobre o governo, que enfrenta um cenário de crescente insatisfação entre os educadores.

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