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Governador Valadares cria apoio a deportados após aumento de retornos dos EUA

Deportado dos EUA, João Vitor enfrenta dívidas e busca apoio da Prefeitura de Governador Valadares, que criou serviço para acolher retornados.

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João Vitor Batista Alves, de 26 anos, é de Governador Valadares e tentou imigrar para os Estados Unidos para ficar perto da família, mas foi preso na fronteira e deportado. De volta à sua cidade, ele enfrenta dificuldades financeiras, acumulando dívidas após investir cerca de R$ 34 mil na travessia. Antes, ele tinha um emprego estável no Rio de Janeiro, mas agora trabalha como motorista de aplicativo. Alves relata que a experiência na prisão foi traumatizante, pois ficou isolado e sem poder se comunicar. A Prefeitura de Governador Valadares criou um serviço de acolhimento para deportados, oferecendo apoio e orientação. O atendimento é feito por um call center que funciona das 8h às 22h, ajudando com informações e encaminhamentos para serviços sociais. Especialistas afirmam que as deportações impactam a saúde mental e as finanças das famílias, e que é necessário desenvolver políticas públicas para ajudar na reintegração dos deportados. A cidade é conhecida por enviar muitos imigrantes aos EUA, mas a tendência é que as pessoas reconsiderem a migração devido ao aumento das deportações.

João Vitor Batista Alves, 26 anos, natural de Governador Valadares (MG), foi deportado dos Estados Unidos após tentar imigrar para se reunir com a família. Ele foi preso na fronteira e, após um mês, retornou ao Brasil enfrentando dificuldades financeiras e emocionais.

Alves deixou um emprego estável no Rio de Janeiro e investiu cerca de R$ 34 mil na travessia. Ao voltar, contraiu dívidas para se reestabelecer como motorista de aplicativo. “Voltei cheio de dívida e, com os juros, elas se acumularam”, afirmou. Ele nunca teve o sonho de morar nos EUA, mas desejava estar perto da família, que já reside lá.

A situação de Alves reflete um problema maior enfrentado por deportados. A Prefeitura de Governador Valadares lançou um serviço de acolhimento para apoiar essas pessoas. O atendimento inicial é feito por um call center, que funciona das 8h às 22h, oferecendo informações e orientações sobre benefícios sociais e reintegração.

Especialistas destacam a necessidade de políticas públicas para acolher deportados. Sueli Siqueira, da Universidade Vale do Rio Doce, ressalta que muitos retornam com dívidas e traumas, dificultando a reintegração. “Como uma pessoa que passou por um trauma vai começar a trabalhar?”, questiona.

Governador Valadares é uma das cidades que mais envia imigrantes para os EUA. O aumento das deportações sob a administração de Donald Trump intensificou a necessidade de apoio a esses cidadãos. A prefeitura não divulga o número de atendidos, mas busca evitar o estigma associado à deportação.

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