O presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com jornalistas no Palácio do Planalto enquanto busca resolver um impasse com o Congresso sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Ele falou sobre programas já em andamento e mencionou que haverá um “programa de atendimento” para caminhoneiros nas concessões de estradas. O governo está mudando a estratégia do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), focando em inaugurações de obras locais para se aproximar da população e melhorar sua imagem política para as eleições de 2026. Em vez de grandes projetos como ferrovias e hidrelétricas, a ideia é inaugurar postos de saúde e creches, com Lula participando de eventos em várias cidades ao mesmo tempo, transmitindo as cerimônias online. O governo acredita que essa presença é importante para mostrar que as obras são resultado de sua gestão. Apesar de parte do orçamento do PAC estar congelado, o governo planeja investir R$ 49,2 bilhões em 2025. A Casa Civil defende que o PAC ainda tem uma marca forte e que o objetivo é melhorar a infraestrutura do país. O secretário de comunicação do PT, Jilmar Tatto, afirma que a presença de Lula em eventos, mesmo que pequenos, gera impacto político. O governo também relançou um programa para reduzir filas no Sistema Único de Saúde, mudando seu nome e buscando parcerias com a iniciativa privada. Até agora, o único programa considerado bem-sucedido é o Pé-de-Meia, que oferece benefícios a alunos de baixa renda no Ensino Médio.
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou um novo enfoque para o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) durante entrevista no Palácio do Planalto. A mudança ocorre em meio a negociações com o Congresso sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a reestruturação do PAC, que visa revitalizar a infraestrutura do país.
Lula destacou que a nova estratégia priorizará inaugurações de obras locais e sua presença em eventos, buscando aumentar a proximidade com a população e fortalecer sua imagem política para as eleições de 2026. O presidente afirmou que as concessões de estradas incluirão um “programa de atendimento” aos caminhoneiros, um segmento que se alinhou ao ex-presidente Jair Bolsonaro nas últimas eleições.
O governo pretende promover grandes atos de entrega de obras, como escolas e postos de saúde, em vez de focar em projetos de grande escala, como ferrovias e hidrelétricas. A ideia é que, ao inaugurar uma obra em uma cidade, Lula anuncie simultaneamente a entrega de várias outras em diferentes localidades, com transmissão online das cerimônias.
Mudanças Estratégicas
A nova abordagem surge em um contexto de orçamento congelado, com R$ 7,6 bilhões do PAC contingenciados para cumprir a meta fiscal do ano. O secretário nacional de comunicação do Partido dos Trabalhadores (PT), Jilmar Tatto, defendeu a mudança, afirmando que a presença de Lula em eventos gera movimento político e aproxima o presidente da população.
O PAC, que já conta com obras em execução em mais de dois mil municípios, prevê um investimento de R$ 49,2 bilhões para 2025. A Casa Civil, em resposta às críticas sobre a falta de uma “marca” para o PAC, afirmou que o objetivo é resgatar e ampliar a infraestrutura do país em parceria com prefeituras e o setor privado.
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