Publicações nas redes sociais têm tentado enganar as pessoas ao afirmar que os atos antidemocráticos de 8 de janeiro de 2023 não foram uma tentativa de golpe de Estado. Essas postagens distorcem uma notícia do jornal O Globo sobre Gonçalves Dias, ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional, que adulterou um relatório enviado ao Congresso, omitindo avisos sobre possíveis tumultos. Dias admitiu a manipulação em depoimento, mas não foi indiciado em investigações. Durante a semana que antecedeu os atos, a Agência Brasileira de Inteligência produziu vários relatórios alertando sobre movimentações golpistas. Dias deixou o cargo após ser filmado orientando manifestantes dentro do Palácio do Planalto. Apesar de pedidos para seu indiciamento, ele não foi incluído nas acusações finais. As postagens que tentam desassociar os atos da tentativa de golpe têm sido desmentidas por agências de checagem.
Em janeiro de 2023, atos antidemocráticos em Brasília resultaram na invasão de prédios públicos, levando a investigações sobre o ex-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), Gonçalves Dias. Recentemente, foi revelado que Dias adulterou um relatório enviado ao Congresso, omitindo avisos sobre possíveis tumultos. Ele admitiu a manipulação em depoimento, mas não foi indiciado em Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).
A desinformação circula nas redes sociais, insinuando que os eventos de 8 de janeiro não configurariam uma tentativa de golpe de Estado. Publicações distorcem informações do jornal O Globo, que noticiou a falsificação do relatório por Dias. O texto destaca que a manipulação visava ocultar a omissão do ex-chefe do GSI, e não desvincular os atos da tentativa de golpe.
Dias reconheceu que o relatório original não refletia a realidade e que as alterações não poderiam ser consideradas uma fraude. A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) emitiu 33 relatórios de alerta sobre movimentações golpistas entre 2 e 8 de janeiro. O ex-diretor da Abin, Saulo Moura da Cunha, informou Dias sobre a gravidade dos atos convocados para aquela data.
Após a divulgação de um vídeo em que aparece orientando manifestantes, Dias pediu demissão do GSI. Embora a CPI da Câmara Legislativa tenha solicitado seu indiciamento, ele não foi incluído no relatório final. A CPMI do Congresso também não o indiciou, apesar de ter solicitado o indiciamento de outros membros do GSI. Publicações que tentam desassociar os atos da tentativa de golpe continuam a circular, reforçando discursos de figuras políticas que questionam a narrativa oficial.
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