- A deputada Carla Zambelli renunciou ao mandato para evitar cassação por faltas, conforme defesa, após ter sido condenada a dez anos de prisão em regime fechado pelo suposto pagamento a hacker para invasão ao CNJ.
- O caso envolve disputa entre decisão da Câmara dos Deputados (que rejeitou cassação) e decisão do ministro Alexandre de Moraes, que declarou a perda de mandato, apontando divergência entre pareceres e a atuação do Supremo.
- Zambelli saiu do Brasil após a condenação e foi para a Itália, onde possui cidadania; a ex-parlamentar enfrenta processo de extradição e possíveis prisões no Brasil.
- A defesa ressalta que Moraes já havia decretado a perda de mandato, enquanto o relatório da Câmara defendia manter o mandato, gerando tensões sobre competência.
- A investigação envolve indícios de pagamentos de assessores via pix no valor de quinhentos a treze mil e quinhentos reais, e declarações de que o pagamento ao hacker foi para desenvolvimento de site, não exclusivamente para a invasão.
A deputada Carla Zambelli (PL-SP) decidiu renunciar ao mandato para evitar cassação por faltas, segundo o advogado Fábio Pagnozzi. A ex-parlamentar, presa em regime fechado, não conseguiria comparecer às sessões, o que pesaria na avaliação de eventual perda de mandato. Pagnozzi afirmou que a ideia seria sair em grande estilo.
Durante entrevista ao Café com a Gazeta do Povo, Pagnozzi disse que a avaliação de Zambelli antes da votação na Câmara indicava que, caso vencesse no plenário, seria a maior vitória possível. O relato contrapõe o entendimento do relator da Câmara, Diego Garcia, que defendia a manutenção do mandato.
Carla Zambelli foi condenada a 10 anos de prisão por supostamente pagar hacker para invadir o CNJ. O hacker Walter Delgatti Neto alegou ter recebido R$ 40 mil; parte veio em transferências e parte em dinheiro vivo. A Polícia Federal apontou pagamentos via pix de R$ 13,5 mil de assessores da ex-deputada.
Situação jurídica e extradição
Após a condenação, Zambelli deixou o Brasil e seguiu para a Itália, onde tem cidadania. Ela foi presa no país europeu e negocia extradição. Moraes informou à Justiça italiana que a deputada poderia permanecer presa no Brasil, no Complexo Penitenciário da Papuda, em caso de extradição.
Desdobramentos políticos
A Câmara discutiu a cassação, que foi rejeitada. Moraes declarou a decisão nula, afirmando que cabia apenas à Justiça declarar a perda de mandato. Entre a decisão e a posse do suplente Adilson Barroso, Zambelli renunciou ao mandato e encerrou a participação parlamentar.
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