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Contrato do Master com esposa de Moraes previa defesa junto ao BC, Receita e Congresso

Contrato entre Banco Master e escritório da esposa de Moraes previa defesa institucional e pagamento mensal de 3,6 milhões; continuidade interrompida pela liquidação do banco

O ministro do STF Alexandre de Moraes (Foto: Antônio Augusto/STF)
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  • O Banco Master firmou contrato com o escritório de Viviane Barci de Moraes para defesa em órgãos como Banco Central, Receita Federal, Congresso Nacional e outros, com sigilo na Polícia Federal.
  • O acordo previa o pagamento de 129 milhões de reais em três anos e vigência até 2027, conforme apuração da PF autorizada pelo STF.
  • O documento detalha atuação de cinco núcleos diante do Judiciário, Ministério Público, PF, Executivo e Legislativo.
  • Os pagamentos seriam mensais, de 3,6 milhões de reais, começando em 2024, mas foram suspensos com a liquidação extrajudicial do banco.
  • A apuração aponta que o contrato foi encontrado no celular do banqueiro Daniel Vorcaro durante a operação Compliance Zero; o pagamento anual correspondente era de 36 parcelas de 3 milhões de reais líquidos.

O contrato entre o Banco Master e o escritório de advocacia da esposa do ministro Alexandre de Moraes, Viviane Barci de Moraes, foi revelado pelo jornal O Globo e confirmado pela Gazeta do Povo. O acordo previa defesa da instituição em casos a ser instaurados por órgãos como o Banco Central, Receita Federal, Congresso Nacional e demais esferas, com pagamento de R$ 129 milhões em três anos. O documento estava sob sigilo na investigação da Polícia Federal, autorizada pelo STF.

Trechos do contrato detalham a atuação de cinco núcleos distintos — estratégico, consultivo e contencioso — perante Judiciário, Ministério Público, PF, Executivo (Banco Central, Receita Federal, PGFN, Cade) e Legislativo. Os pagamentos mensais seriam de R$ 3,6 milhões a partir de 2024, com suspensão após a liquidação do banco. As informações foram encontradas no celular de Daniel Vorcaro, médico banqueiro e dono do Banco Master, durante a operação Compliance Zero.

Consoante o texto, o contrato preveria ainda pagamento mensal de pró-labore de R$ 3 milhões líquidos, com os tributos a serem recolhidos ao bruto. O acordo iria até 2027, ano em que Moraes assume a presidência do STF no rodízio. Com a liquidação extrajudicial do banco, as parcelas teriam sido interrompidas. A operação Compliance Zero investiga fraude de R$ 12 bilhões entre o Master e o BRB. O Cade informou que não houve reunião com o escritório de Viviane desde 2024.

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