- O ex-vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que a saúde de Jair Bolsonaro é grave e pode justificar prisão domiciliar pelo STF, citando risco de morte súbita.
- No domingo, a Polícia Federal realizou ultrassonografia no ex-presidente em Brasília, identificando duas hérnias inguinais e recomendando cirurgia; avaliação recente foi pedida para embasar decisões médicas.
- O STF autorizou a avaliação atual para atualizar o quadro clínico e orientar decisões sobre possível intervenção médica.
- A defesa de Bolsonaro mantém o pedido de prisão domiciliar humanitária, alegando piora do estado de saúde e riscos cardiovasculares e de confusão mental, ligando tudo ao regime de custódia.
- Bolsonaro permanece preso desde 22 de novembro na unidade da Polícia Federal do Distrito Federal, aguardando decisão sobre possível cirurgia e eventual mudança de regime de custódia.
O senador Hamilton Mourão afirmou à Folha de S. Paulo que a saúde do ex-presidente Jair Bolsonaro é grave e pode justificar prisão domiciliar, com risco real de morte súbita. A declaração ocorre em meio a debates sobre o regime de custódia do ex-chefe de Estado.
Mourão citou ainda que o general Augusto Heleno também poderia ter a prisão domiciliar pautada por problemas de saúde acumulados ao longo da carreira pública. Ele disse ter apresentado essas condições ao ministro Alexandre de Moraes para embasar mudanças no regime de custódia.
No último domingo, Bolsonaro passou por ultrassonografia na Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, com autorização de Moraes. O exame detectou duas hérnias inguinais, uma em cada lado da virilha, e indicou cirurgia como tratamento provável.
A defesa do ex-presidente reforça o pedido de prisão domiciliar humanitária, argumentando que o estado de saúde dele se deteriorou nos meses recentes e que há risco cardiovascular e episódios de confusão mental ligados à vida militar. O STF autorizou uma avaliação médica recente para fundamentar decisões futuras.
Bolsonaro permanece custodiado desde 22 de novembro na PF do Distrito Federal, aguardando decisão sobre a necessidade de cirurgia e sobre a possibilidade de intervenção em hospital, com tempo de recuperação a ser definido.
Advogados destacam que o quadro de saúde agravado inviabilizaria a permanência em instituição prisional, apontando risco de eventos graves. Também contestam a base da decretação da prisão preventiva que substituiu o regime domiciliar, mantendo o argumento de inexistência de risco de fuga.
Entre na conversa da comunidade